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Federer afirma: "Você não sabe o que são os recordes até alcançá-los"
03/07/2009 às 13h52

Federer sorri para Haas durante a semifinal
Londres (Inglaterra) - Roger Federer vai buscar o seu sexto troféu de Wimbledon no próximo domingo e mal consegue acreditar nos seus feitos. O suíço derruba recordes atrás de recordes e terá a chance de novas façanhas na final do Grand Slam contra Andy Murray ou Andy Roddick. Na semifinal, o pentacampeão derrotou o perigoso Tommy Haas por 3 sets a 0 em exibição impecável. Depois, parabenizou o alemão e falou da alegria de poder entrar para a história de novo.

Federer garante que teve de suar muito para bater o alemão. "Bom, estas partidas nunca são fáceis, são grandes jogos. Mas normalmente você sempre joga melhor se o seu oponente está jogando bem também. Eu acho que Tommy estava muito embalado. Eu quase não consegui arrancar uma chance de quebrá-lo em dois sets. Mas isso é algo que acontece frequentemente na grama", lembrou o número 2 do mundo.

"Isso aconteceu também em Paris, quando eu não fui capaz de quebrá-lo acho que por mais de um set e meio. A partida hoje foi muito dura porque Tommy estava jogando muito bem. Eu fiquei muito satisfeito comigo hoje, sabe, consegui realizar tudo nos momentos que precisei", continuou o suíço.

Federer agora tem os recordes de sete finais seguidas em Wimbledon e 20 decisões em Grand Slam. Se ele for campeão em Londres, volta a ser o número 1 do mundo. Maravilhado pelos incríveis números, o tenista não consegue dizer qual é o seu favorito. "Estou orgulhoso de todas as marcas que alcancei. Eu estaria feliz por ter vencido alguns torneios e talvez conquistado Wimbledon alguma vez, sabe, o sonho geral. Mas nunca pensei em alcançar todos estes recordes", admitiu.

"É algo espantoso este momento. Ter tantas coisas a meu favor de novo, mais uma oportunidade no domingo, é fantástico. É incrível estar de volta a uma final de Wimbledon porque tudo parece que aconteceu muito rápido", comentou o atleta da Basileia. Vale lembrar que há pouco tempo, com o vice-campeonato do Aberto da Austrália diante de Rafael Nadal e suas decorrentes lágrimas, o suíço era apontado como um tenista já sua decadência.

Desde então, venceu Roland Garros e o Masters 1000 de Madri no saibro e se classificou à final de Wimbledon, sua sexta decisão seguida em Grand Slam. "Acho que hoje a história significa mais para mim do que antes. Você não sabe o que são os recordes até alcançá-los. Todos conhecem os principais números, mas existem aquelas marcas que as pessoas não conhecem a não ser que você ou outro jogador as alcance. Isso é bom, porque é mais um incentivo para você melhorar".

A vontade geral em Londres é de uma final entre Federer e Murray. O britânico é talvez o maior representante da nova geração de tenistas que ameaça o reinado de Federer e Nadal. O suíço conta que gosta do desafio. "Eu adoro jogar contra a geração mais nova, tentar derrotá-la e depois enfrentar uma mais nova ainda, jogando para os livros de história. Eu amo esta parte do esporte".
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