Curiosidades

Quando Arthur Ashe ganhou seu primeiro US Open, ele ainda era um amador e não teve direito ao prêmio de US$ 14 mil. Recebeu apenas US$ 280 como ajuda de custo, ou seja, US$ 20 por dia. A britânica Virginia Wade ganhou em 68 a primeira edição profissional do Aberto e embolsou US$ 6 mil, pouco mais do que recebe hoje um simples perdedor de segunda rodada do quali.

O recorde de títulos masculinos no torneio é dividido por três jogadores, todos com sete conquistas. Mas enquanto Richard Sears e William Larned tiveram a facilidade de só disputar as finais, a lenda Bill Tilden venceu já com o sistema atual, disputando todas as rodadas. O chamado "challenge round", em que o campeão do ano anterior só defendia o título, foi abolido em 1912.

Um tornado atingiu Nova York e o US Open, a 30 de agosto de 1985, mas apesar dos sérios estragos os jogos foram retomados no dia seguinte.

Uma escultura foi inaugurada em 2000 para homenagear Arthur Ashe, o tenista negro de maior sucesso no tênis, falecido em 93 e que empresta seu nome ao estádio central. A obra foi feita por Eric Fischl.

As canhotas nunca se deram muito bem no US Open e ganharam apenas sete dos 112 títulos disputados. Desse total, quatro foram ganhos por Martina Navratilova e dois por Monica Seles. No masculino, 24 canhotos venceram contra 94 títulos de destros. Curiosamente, os canhotos dominaram o torneio por 11 anos consecutivos, entre 74 e 84, incluindo-se aí os cinco troféus de Jimmy Connors.

O qualificatório do US Open é um torneio à parte. Distribui cerca de US$ 1 milhão em prêmios e tem chaves de 128 homens, 128 mulheres, 16 duplas masculinas e 16 duplas femininas. Em simples, os 16 melhores saem para a chave principal; em duplas, classificam-se quatro por sexo.

Os ingressos médios para o torneio custam US$ 40 para os primeiros dias, ficando mais barato à noite (entre US$ 22 e 27). Sobem para US$ 43 e US$ 48 no final da primeira semana, mas a rodada noturna sai mais cara (US$ 43 a 59). As entradas para as rodadas finais valem entre US$ 69 e US$ 85.

O Aberto norte-americano é um espetáculo gerado para mais de 160 países, da Algéria ao Zimbábue, e por 40 diferentes redes de televisão. A SporTV e a ESPN transmitem para o Brasil.

A última vez em que os quatro principais cabeças-de-chave chegaram às semifinais do US Open foi em 92, com Jim Courier, Stefan Edberg, Pete Sampras e Michael Chang. Edberg ganhou de Sampras na final.

O australiano Ken Rosewall conquistou o evento de 1970, apesar de ter jogado com uma rachadura em sua raquete de madeira. E ele gostou da coisa: no ano seguinte, disputou o torneio com a mesma raquete.

Seriedade é isso: a Associação norte-americana, que organiza o US Open, dá convite para a chave principal para os campeões nacionais de 18 anos e aos campeões colegiais, em simples e duplas.

O torneio juvenil existe desde 73 e entre os campeões estiveram Stefan Edberg (1983), Marcelo Rios (1993), Zina Garrison (1981), Jennifer Capriati (1989) e Lindsay Davenport (1992).

O australiano Rod Laver completou seu segundo Grand Slam durante o US Open, em 69. Mas a final daquele ano aconteceu na segunda-feira, por causa do mau tempo. Apenas 3.708 pessoas assistiram ao jogo histórico.

Em toda a história do torneio, 21 diferentes jogadores obtiveram a "triplice coroa", ou seja, venceram simultaneamente em simples, duplas e duplas mistas. A última a alcançar tal façanha foi Martina Navratilova, em 1987.

Apenas três jogadores não pré-classificados venceram o Aberto até hoje. O último foi Andre Agassi, em 1994.

Tenistas "estrangeiros" ganharam o torneio individual masculino por 37 vezes. Destes, 18 eram australianos. O último foi Lleyton Hewitt, em 2001.

O tiebreak foi introduzido no US Open em 70 e, ao contrário dos outros Grand Slam, vale também para o quinto set masculino e terceiro set feminino, limitando os jogos a 65 games (homens) e 39 games (mulheres). O torneio de duplas masculinas passou a ser todo em melhor-de-3-sets em 93.