Téo José


07/03/2007 - 16h24

Entrevista com o ex-piloto Randy Mamola



Por José Eduardo Martins

Apesar de nunca ter sido campeão mundial, Randy Mamola é um dos nomes de mais respeito no mundo das duas rodas. O norte-americano, da Califórnia, se transformou em uma lenda com manobras arrojadas e muita irreverência nos campeonatos do final da década de 70, dos anos 80 e início dos 90.

Divulgação
Hoje, Mamola ainda faz parte do cenário da MotoGP, o ex-piloto trabalha no canal EuroSport, que transmite as provas, e conduz convidados mais que especiais para uma volta nos principais circuitos do mundo em uma réplica da Ducati Desmodici da MotoGP.


Quatro vezes vice-campeão do mundo, Mamola ainda comanda uma ONG que contribui para regiões carentes. Com exclusividade falamos com Randy Mamola, que nos contou a emoção de levar celebridades como o ator Daniel Day-Lewis e o piloto de F-1 Michael Schumacher para dar uma volta.

José Eduardo Martins: como você analisa o atual cenário do motociclismo?

Randy Mamola: não poderia ser melhor. Temos hoje um dos melhores pilotos de todos os tempos, que é o Valentino Rossi. Fico impressionado de ver a alegria dele ao conduzir a sua moto. Do outro lado temos um campeão jovem e não menos talentoso que é o Nicky Hayden. Além deles, vários talentos estão despontando como Dani Pedrosa e Casey Stoner.

JEM: o que é preciso para ser um campeão do mundo?

RM: uau, que pergunta! São muitos os fatores para se tornar um campeão. Em primeiro lugar, o piloto tem de amar o que faz e ter alegria. Um bom exemplo é o Rossi, que sempre tem um sorriso no rosto, e bateu o esforçado Max Biaggi, que parece nunca estar feliz. Outro exemplo é Wayne Rainey, que não era tão talentoso, mas amava o que fazia e ganhava constância. Quanto mais apaixonado, mais rápido se pode ir. É importante também ter sorte, talento, um bom equipamento e um excelente entrosamento com o seu time.

JEM: qual lembrança você tem do Brasil, onde você disputou o Grande Prêmio de Goiânia?

RM: o Brasil é um país muito simpático e com uma torcida calorosa. Espero que o circo da MotoGP volte para o Brasil, afinal para as montadoras, principalmente Honda e Yamaha, sei que o país representa um mercado muito importante. Nos bastidores é muito forte os rumores de que São Paulo receberá uma prova (no começo deste ano dirigentes da Federação Internacional de Motociclismo e da Dorna - detentora dos direitos da MotoGP vistoriaram o Autódromo de Interlagos) .

JEM: como foi ter Michael Schumacher como passageiro?

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RM: foi incrível! Sei que ele gosta muito de moto e que ficou bastante feliz com a experiência. Como ele tem grande noção de velocidade, deu até para eu acelerar um pouco mais do que o normal. Ele até ficou um pouco assustado com o nosso arrojo e disse que a sensação é completamente diferente dos carros. O engraçado é que antes de darmos a volta ele estava um pouco assustado e me pediu para não ir rápido demais porque ele tinha de estar 100% para correr de F-1.





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