30/10/2007 - 15h00 Pick Racing chega reformulada na temporada 2008 Pick Up Racing
Da Redação
Até esta temporada de 2007, a categoria Pick Up Racing competia nos circuitos brasileiros com modelos Chevrolet S10, Ford Ranger, Agrale Marruá e Dodge Dakota, sendo que cada marca utilizava os seus próprios chassis. Mas para o ano que vem haverá uma reformulação na série.
Como os direitos de organização da Pick Up Racing foram vendidos para a Vicar Promoções Desportivas, a mesma empresa que promove a Stock Car, surgiu um novo intuito que seria agregar os chassis tubulares da Stock Light às bolhas das Pick-ups, redesenvolvendo a categoria nos moldes das competições da Stock.
"A Pick Up não será eliminada, ela será reformulada e manterá o mesmo nome inclusive. Os chassis a partir do próximo ano serão iguais ao da Stock Light, ou seja, motor, câmbio, suspensão e demais elementos. As bolhas serão das montadoras que entrarão para fazer parte do evento", explicou Inácio Caltabiano, diretor de operações da Vicar.
Observando o novo formato da Pick Up nos remetemos à série Crafstman Truck Series, uma categoria da NASCAR que envolve a disputa entre picapes com chassi tubular e motor V8.
Competitividade
"O modelo da NASCAR é aquele adotado na Stock e o será na Pick Up, utilizando um carro igual para todas as equipes e pilotos, visando manter a competitividade e evitando gastos enormes em investimento tecnológico e desenvolvimento de um carro de corrida", indicou.
"A nosso ver, este modelo é saudável, uma vez que evita com que a montadora que mais investe tenha mais condições de ganhar, vide o que acontece com a Fórmula 1, o que se torna um desestímulo a longo prazo, pois monopoliza os resultados para aqueles que têm maiores orçamentos", destacou o diretor da Vicar.
"Isto torna a corrida pouco atrativa não só para o público, mas também para as montadoras que correm nos últimos lugares do grid, e se retiram da competição, sufocando ao mesmo tempo os que só vinham ganhando, por ficarem desestimulados por falta de concorrentes, em uma grande bola de neve", adicionou Caltabiano.
Não é a alternativa mais viável
Por outro lado, o piloto e comentarista de automobilismo Eduardo Homem de Mello não concorda inteiramente com a garantia de competitividade entre os carros iguais. "A idéia parece boa, se bem que o conceito de igualdade de seus componentes não me agrada muito, pois mascara uma realidade".
"Ao alinhar carros com os ítens de performance idênticos, você obtém resultados imediatos com o equilíbrio das disputas onde só se ganha a posição do competidor da frente na esfregada ou do toque mais malicioso. Assim o que seria uma competição acirrada vira um festival de rodadas", emendou Homem de Mello.
"Um campeonato nos moldes da TC 2000 Argentina, com carros fabricados em série e não protótipos adaptados, seria a alternativa mais viável, pois além de suprir uma lacuna deixada pelo extinto Campeonato Brasileiro de Marcas, traria de volta a competitividade entre as montadoras presentes no país", completou o comentarista.