27/09/2006 - 08h50 FIA suspende licença de Curitiba e cobra atrasos em Interlagos Velocidade
Da Redação
Tendo em vista a reunião da Comissão de Circuitos, realizada na Suíça em 13 de setembro e comunicada à CBA no dia de ontem, 25/9, a FIA suspendeu temporariamente a licença do Autódromo Internacional de Curitiba em razão do atraso na preparação do circuito e precariedade das barreiras de pneus durante a etapa brasileira do WTCC, em julho passado.
O compromisso esse assumido pela Prefeitura de Curitiba e não cumprido. Tal medida impede, desde já, a realização de qualquer evento FIA no circuito localizado no município de Pinhais. O quadro só será revertido - o que significaria a reinclusão do autódromo no calendário internacional - se os reparos forem concluídos, de acordo com as normas da FIA, e vistoriados pela entidade antes de 31 de dezembro.
GP Brasil
A FIA exigiu, também, da Confederação Brasileira de Automobilismo uma explicação imediata sobre os atrasos verificados no Autódromo Municipal José Carlos Pace, cujos compromissos assumidos no sentido de entregar o autódromo pronto até a data estipulada, 18 de setembro, não foram cumpridos pela Prefeitura de São Paulo, responsável por contrato de fornecer o autódromo pronto e dentro do prazo para o GP de F1.
"As prefeituras de Curitiba, responsável pelo autódromo paranaense por ocasião da prova do WTCC, e de São Paulo, que tem um contrato com a Fórmula 1 de entregar o autódromo um mês antes do Grande Prêmio para o promotor, estão expondo a CBA, os promotores do GP do Brasil e, em consequência, o automobilismo brasileiro como um todo a um ridículo internacional", diz Paulo Scaglione - presidente da CBA.
"A punição a Curitiba e a advertência a São Paulo são conseqüências de descumprimentos contratuais para com a FIA. Assim, além de Curitiba estar perdendo a etapa do WTCC, resultado do trabalho árduo desenvolvido pela CBA, mais grave ainda é o risco de o País perder a etapa da Fórmula 1, pelo não cumprimento das exigências da FIA por parte da Prefeitura de São Paulo", segue Scaglione.
"Não se pode esquecer do trabalho realizado para que São Paulo voltasse a sediar o GP de F-1. No que dependia da CBA e do promotor do evento, todos os esforços foram feitos e todos os compromissos foram cumpridos. Agora só nos resta aguardar a entrega oficial do autódromo e rezar para que não haja punição idêntica à aplicada ao autódromo de Curitiba, que pode também vir acrescida de multa aos moldes da aplicada ao GP da Turquia (US$ 5 milhões)", encerra o presidente.