28/09/2006 - 10h01 Brasil não corre o risco de perder a F-1, diz promotor F-1
Da Redação
O promotor do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, Tamas Rohonyi, afirmou em entrevista para o Jornal da Tarde, de São Paulo, que o Brasil não corre risco de perder uma etapa da categoria máxima - conforme vários rumores que circularam nesta quarta-feira.
A FIA cobrou da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) o atraso na entregue do autódromo José Carlos Pace - em Interlagos, São Paulo - para a realização da última etapa da temporada 2006, que acontece entre os dias 20 e 22 de outubro.
A pista deveria ter sido entregue, em perfeitas condições pela Prefeitura de São Paulo (dona do autódromo), um mês antes da prova. Todavia, isso não aconteceu.
"A FIA está endurecendo com todos, mas não é o caso de punições dessa natureza ou mesmo multa", afirmou Rohonyi. Mas, Charlie Whiting, inspetor da FIA só poderá vistoriar o circuito na quinta-feira anterior ao domingo da prova.
Nesta quarta-feira, a três semanas do evento, alguns remendos no asfalto ainda não haviam sido concluídos.
Explicações?
A Prefeitura de São Paulo, através da São Paulo Turismo (administradora do Autódromo de Interlagos), admitiu nesta quarta-feira em comunicado enviado ao UOL Esporte que as obras para a realização do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 não foram entregues dentro do prazo estipulado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Ao mesmo tempo em que o órgão diz que "não há problemas de nenhuma natureza em relação ao prazo de entrega das obras", confirma que as "obras de reforma e adequação da pista" só foram concluídas nesta quarta-feira, nove dias após prazo estipulado pela FIA, de acordo com informações passadas pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), representante da entidade máxima no Brasil.
No último sábado, dia 23, duas partes da pista de Interlagos ainda estavam sendo recapeadas - o "S" do Senna e o bico de pato -, de acordo com informações do assessor de imprensa da CBA, Américo Teixeira. No mesmo dia, a confederação nacional realizava uma simulação para testar os aspectos técnicos do GP.
Teixeira ainda afirma que no último dia 19 foi realizada uma reunião com representantes da prefeitura de São Paulo, da CBA e da empresa promotora do GP, da qual resultou uma ata elencando 30 itens incompletos ou ainda não iniciados na reforma do autódromo. Segundo a mesma ata, a prefeitura assume a responsabilidade para viabilização do GP, que não poderá ser realizado sem o cumprimento dos mesmos.
A prefeitura afirma através de seu comunicado que as "reformas gerais e ampliação das edificações, locação de estruturas tubulares e contratação de infra-estrutura de apoio operacional" já estão em andamento ou foram finalizadas, confirmando que itens como pintura de boxes e arquibancadas e cortes de grama devem ser "executados somente na reta final da preparação do espaço".
Tanto a prefeitura de São Paulo, quanto a CBA concordam que não existe a possibilidade de o GP do Brasil não acontecer em 2006, mas Teixeira destaca que o fato "coloca o país na mira da punição". A CBA fez questão de afirmar que não tem problemas de relacionamento com a prefeitura ou com a promotora do GP, mas insiste que é seu dever alertar os responsáveis para as falhas na organização.
O GP do Brasil encerra a temporada 2006 da Fórmula 1 no dia 22 de outubro e se torna palco da última corrida da carreira do heptacampeão Michael Schumacher, que anunciou sua aposentadoria. Para a ocasião especial, os organizadores da prova providenciaram um troféu que será entregue ao alemão feito de ouro e pedras preciosas.