Téo José

24/11/2006 - 16h59

Schumacher lembra das experiências que teve com Senna

F1

Da Redação

O alemão Michael Schumacher lembrou hoje de alguns atritos que teve com Ayrton Senna, nos poucos anos em que os dois se enfrentaram na Fórmula 1.

Um deles aconteceu em 1992 no Grande Prêmio da França, quando Schumacher acertou o carro de Ayrton no hairpin, ainda na primeira volta. O alemão lembra até hoje o que Senna, já uma grande estrela naquele tempo, lhe falou.

"Ele disse: olhe, o que aconteceu, aconteceu. Ok. Mas diferentemente de você, irei lhe dizer que você emporcalhou tudo. Mas eu não vou à imprensa tornar isso público", lembrou Schumacher.

"Ele às vezes fazia coisas como essa. Nós não nos acertávamos muito bem naqueles dias", confessou o hoje aposentado heptacampeão mundial.

"Isso realmente não foi uma lição para mim, mas o típico teatro da Fórmula 1 como esse era a norma nos dias do Senna", declarou Schumacher.

"Mas o mais importante foi que nosso relacionamento melhorou em 1994. Um dia, começamos a conversar um com o outro como os pilotos deveriam conversar: francos e como colegas", prosseguiu o alemão.

"O Senna pertencia a uma geração diferente", analisa Schumacher. "Mas havia essa ordem invisível e cada piloto tinha que encontrar seu lugar. Você tinha que ganhar o respeito dos mais velhos na pista", recordou o alemão.

Schumacher disse também porque não compareceu ao funeral de Senna. O piloto mais vitorioso da história da F1 afirmou que as mortes de Ayrton e de Roland Ratzenberger no GP de San Marino daquele ano o fizeram pensar muito na própria carreira e na vida.

"Eu pensei na morte deles muito intensamente e perguntei a mim mesmo o que a Fórmula 1 e o que o esporte a motor ainda significavam para mim", lembrou. "Essa foi uma das razões por eu não ter ido ao funeral do Ayrton", explicou.

"Eu tinha que descobrir de que forma eu poderia continuar correndo. Se isso ainda seria animador para mim. E eu não queria lamentar isso em público (no velório)", disse.

"Todos iriam esperar por mim para chorar. Eu visitei o túmulo do Ayrton depois com a Corinna (sua esposa)", recordou Michael Schumacher, encerrando a entrevista.









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