29/08/2007 - 10h37 Supercarros da GT3 despertam interesse do público e de pilotos GT3 Brasil
Da Redação
Neste final de semana, a categoria GT3 Brasil chega a segunda rodada dupla da sua temporada de 2007, no circuito de Curitiba. A série estreou este ano no Brasil nos mesmos moldes da FIA GT3, sancionada pela Federação Internacional de Automobilismo e que já alcançou sucesso na Europa.
Na primeira disputa ocorrida, nos dias 11 e 12 de agosto, em Tarumã, estavam presentes quatro modelos de carros que são sonhos de consumo de todos que gostam de automobilismo. Com estes chamados supercarros, a categoria já atrai a atenção do público que quer ver estas máquinas competindo em alto nível.
Já estão no Brasil 14 carros e, em 2007, estão homologados 12 modelos para as provas: Lamborghini Gallardo, Dodge Viper Competition Coupé, Ferrari F430, Corvette Z06, Aston Martin DBRS9, Ascari KZ1R, Maserati GrandSport Light, Porsche 997, Ford GT, Morgan Aero 8, Venturi Heritage, Ford Mustang FR500 GT, Lotus Exige.
De acordo com o diretor geral da GT3, Luis Roberto Souza, outras marcas também podem adentrar o certame. "Nada impede que novos modelos sejam incluídos, o Jaguar XKR chegou a ser apresentado este ano, mas não foi equalizado ainda".
Ainda é possível que existam cinco carros correndo por uma mesma marca e, o interesse de pilotos em pedir carros para participar das etapas está em crescimento, porém a principal dificuldade é que a demanda por estes veículos está maior do que a oferta.
"O grande problema não são os pedidos. Nosso problema é a falta de carros na Europa. Com vários campeonatos em andamento (Europeu, Belga, Alemão, e mais carros correndo na Inglaterra, Espanha e Itália) a fila para a compra está enorme. Os preparadores não dão conta de atender os pedidos", comentou Souza.
Luis Roberto enalteceu a vontade de pilotos de renome quererem ingressar na GT3. "Em Tarumã, tínhamos Paulo e Pedro Gomes, Giuliano Losacco, Beto Giorgi, Haroldo Bauermann, Lionel Friedrich e enviados de três outros pilotos da Stock Car estavam vendo como a GT3 se sairia nessa primeira corrida. A opinião de todos foi muito positiva".
"O Cacá Bueno, em entrevista para o Programa linha de chegada (SporTV), disse que adorou a categoria e que tem vontade de correr na GT3, basta ter oportunidade", emendou.
Internacionalização
A difusão e a expansão para outros mercados é um dos ideais da categoria, que busca ser uma série internacional, no começo na América do Sul e, na seqüência, talvez se torne um evento em âmbito mundial, até porque o regulamento e os carros do Brasil e da Europa são idênticos.
"A SRO Latin America (organizadora da série) foi constituída exatamente com esse fim. Depois do Brasil o próximo objetivo já determinado será a realização de um campeonato sul-americano - provavelmente em 2009", revelou Souza.
"Quanto a um campeonato mundial não haveria problemas. Aliás, o Stephane Ratel - criador da categoria na Europa - vê isso com bons olhos, ainda que não possa confirmar nada a curto prazo. Ainda é muito cedo para planos tão ambiciosos", adicionou o diretor-geral.
"Também sabemos que na última corrida do nosso campeonato - dias 01 e 02 de dezembro, em Interlagos - virão algumas equipes européias correr aqui. Inclusive, o Ratel disse que estaria aqui, mas desta vez para correr e não para assistir", indicou.
Patrocinadores
A GT3 Brasil tem os patrocínios da Michelin e da Lobini e apoio da Mitsubishi para esta primeira temporada, e os organizadores confirmam que para 2008 é possível a entrada de novos investidores para ajudar no custeio da categoria.
"Com o início tão tardio no Brasil - por causa da demora em comprar carros - algumas negociações foram prejudicadas. Mas, para o próximo ano já existem várias negociações em andamento. O custo para a realização dessa primeira edição do GT3 é de aproximadamente R$ 4 milhões", explicou Souza.