Téo José

20/02/2008 - 10h48

Rafael Matos já traça o caminho para chegar na F-Indy

Indy Pro Series

Da Redação

O brasileiro Rafael Matos compete nesta temporada pela equipe Andretti-Green na Indy Pro Series, principal categoria de acesso para a Fórmula Indy. O piloto demonstrou que escolheu este time e esta série com o objetivo claro de chegar no mesmo patamar de Tony Kanaan, Hélio Castroneves e Vítor Meira, os brasileiros da IRL.


Divulgação
No ano passado, o mineiro, de 26 anos, conquistou o título da F-Athlantic, o que lhe daria o direito a um valor de US$ 2 milhões para investir em sua carreira na Champ Car, a grande rival da Indy no automobilismo norte-americano. No entanto, Matos preferiu mudar de rumo e desistiu do dinheiro para correr na Indy Pro Series.

No Brasil, a passagem de Rafael Matos começou em 1996, aos 15 anos de idade. Em cinco temporadas de competições, ele se sagrou tricampeão mineiro de kart e disputou os troféus dos campeonatos paulista e brasileiro de kart. Em 2001, faturou a F-Chevrolet como despedida do nosso país.

Em 2002, foi para os Estados Unidos e ganhou o prêmio de melhor estreante da Skip Barber Race Series. No ano seguinte, venceu a F-Dodge Americana. Já, em 2004, participou da Mazda Pro Series e ficou em sétimo lugar. Novamente, em 2005, correu na Mazda e, desta vez, levantou outro título.

O primeiro ano do mineiro na F-Athlantic veio logo em 2006. Neste mesmo ano, o brasileiro, residente em Miami, esteve presente em quatro provas da Indy Pro Series, vencendo duas em St Petersburgo e terminando em 10° na classificação.

Pela fábrica da Mazda, ele ainda competiu na American Le Mans Series, nas 12 horas de Sebring e chegou em quinto na classe LMP2. No fim de 2006, Matos foi anunciado pelo time Brasil da A1GP e obteve como melhor resultado um sexto posto na China. Neste ano, Rafael ganhou as 24 horas de Daytona na série GT com um Mazda RX-8.

Confira a entrevista concedida, gentilmente, pelo piloto Rafael Matos ao site Amigos da Velocidade:

Amigos da Velocidade - Qual a expectativa que você tem para a sua estréia na Indy Pro Series em 2008? Quais são seus objetivos para este ano de estréia na categoria?

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Rafael Matos - Minhas expectativas são muitas. Estou otimista e vou trabalhar para alcançar bons resultados. Meu principal objetivo é aprender tudo que puder a respeito da IRL.

AV - Você já teve contato com a equipe Andretti-Green? Como é o ambiente do time? Você já fez alguma avaliação do carro?

RM - Estou dentro da Andretti-Green. O ambiente é o melhor possível. O time é uma grande família.

AV - Você chegou a conversar com Tony Kanaan, que corre na Andretti Green na Indy, antes de acertar a sua transferência para a equipe?

RM - Sim. O Tony é um amigo e me dá muitos conselhos.

AV - Como você vê a probabilidade de você fazer uma carreira no time, subindo para a Indy na própria Andretti?

RM - Este é o meu principal objetivo. É este o caminho que vou seguir.

AV - Por que você optou pro abrir mão do prêmio de US$ 2 milhões pelo título da F-Athlantic para seguir na Champ Car?

RM - Dentro do atual cenário do automobilismo americano, esta foi a opção que encontrei (graças a Deus) para dar prosseguimento à minha carreira.

AV - Você concorda com a opinião de que a Champ Car está em decadência?

RM - O tempo vai nos dizer.

AV - O que você pensa sobre uma fusão entre a Indy e a Champ Car? Seria bom para o esporte?

RM - Esta é a única saída.

AV - Quais diferenças você vê entre essas duas categorias rivais nos Estados Unidos?

RM - Difícil te dizer, pois ainda não conheço a IRL a fundo.

AV - Na Indy Pro Series, você vai correr contra a piloto brasileira Bia Figueiredo, que estará na escuderia atual campeã, a Sam Schmidt. O que você acha que pode acontecer nesta disputa?

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Rafa Matos - Gosto da Bia. Espero que eu fique em primeiro e ela em segundo.

AV - Hoje com 26 anos, você almeja seguir os passos de Kanaan, Hélio Castroneves e Vitor Meira e ir para a Indy ou ainda pensa em ter uma chance na Fórmula 1?

RM - Uma coisa de cada vez. Hoje, eu vejo na minha frente a IRL.

AV - Você ganhou a Fórmula Chevrolet no Brasil e saiu para o exterior em 2002. O que o motivou a deixar o país tão cedo sem disputar a tradicional F-3 Sul-Americana?

RM - Grana e oportunidades.

AV - Você também foi vencedor na F-Dodge e na Mazda Series. Como foi ser campeão nessas categorias menos conhecidas do público brasileiro?

RM - Eu sou brasileiro e amo meu país, mas numa boa é aqui nos Estados Unidos que as coisas acontecem.

AV - Qual o incentivo que você teve para começar no automobilismo?

RM - Meu amor pelas corridas.

AV - Quem são seus ídolos no automobilismo?

RM - O Kiki (Cristiano da Matta) e o Ayrton Senna.

AV - O Brasil tem grande representatividade no cenário internacional do automobilismo, tendo pilotos presentes em quase todas as categorias. Quais motivos você imagina para o sucesso dos pilotos brasileiros?

RM - Garra. Brasileiro tem muita garra.








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