20/02/2008 - 09h52 Renato Russo denuncia: álcool, maconha e cocaína nas pistas Velocidade
Da Redação
Em entrevista para o Jornal da Tarde, de São Paulo, o piloto Renato Russo fez duras críticas a CBA (Condeferação Brasileira de Automobilismo) no que diz respeito à segurança dos pilotos nos autódromos e campeonatos espalhados pelo país.
Russo foi um dos envolvidos no grave acidente que matou o piloto paranaense Rafael Sperafico, no final do ano passado, durante a disputa da última etapa da temporada 2008 da Stock Car Light. Renato Russo ficou vários dias na UTI devido à batida.
Renato critica a falta de fiscalização, por parte da CBA, no país. "No Brasil, começa tudo errado a partir da política. O exemplo é seguido no esporte. O pessoal parece não ter muito interesse na segurança - que não é vigiada", afirma o piloto.
Drogas
Russo vai mais longe e cobra exames antidoping na Stock Car. "Desde o ano passado, o Dr. Dino Altmann (médido da categoria) está insistindo, mas a CBA não faz nada. Quando usa certas substâncias, o cara perde totalmente os reflexos. E saem as porradas perigosas".
"Depois falam que perderam o controle, que houve falha no carro. Tem piloto que bebe uísque antes da largada. Tem gente que fuma maconha, que cheira... E faz tempo", garante Renato Russo.
O piloto também dispara contra a falta de preparo físico: "tem os caras que pesam mais de 120kg. Como um cara desse vai ter agilidade? Todo mundo sabe que uma pessoa obesa, dependendo do esforço, pode dar uma apagada. Ou ficar cansada e fazer burrada".
Rafael
Segundo as informações que Renato Russo obteve após o acidente do ano passado, a causa da morte de Rafael Sperafico foi o primeiro impacto. "Ele estava sem o HANS (apoio para pescoço e cabeça). Quando eu bati no carro, ele já estava morto".