20/02/2008 - 12h47 CBA tem projeto para implantação de exame antidoping Velocidade
Da Redação
A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) tem um projeto, em andamento, para a implatanção de exames antidoping nas competições nacionais. Isso não ocorreu ainda porque algumas questões técnicas ainda estão em tramitação, ou debate.
O site Amigos da Velocidade entrou em contato com a assessoria de imprensa da entidade para saber sua posição oficial com relação às denúncias do piloto da Stock Car, Renato Russo, que garante que drogas - como álcool e maconha - são usadas durante as corridas.
Na avaliação inicial da CBA, a análise de Renato Russo pode ser considerada como simplista já que envolve apenas uma categoria e pouco mais de 40 pilotos. No Brasil, existem muitas outras categorias e mais de oito mil competidores cadastrados.
Além disso, a análise do piloto não leva em consideração todas as questões técnicas envolvidas para a implantação de um programa antidoping no esporte motor brasileiro. "É um processo complicado", afirma Américo Teixeira Jr, da CBA.
"É necessário investimento em equipamentos sofisticados e caros, que precisam seguir padrões. Temos a homologação dos procedimentos, como vai ser colhido a amostra, de quem, em que condições e tem a questão de para onde será enviado o material", segue Teixeira Jr.
"A CBA pensa no automobilismo brasileiro como um todo. Não só numa categoria específica. São mais de oito mil pilotos em atividade no país. Temos que implantar o sistema em todos os autódromos nacionais. É algo realmente complicado", fala.
Outra questão é a definição de doping, que pressupõe o uso de substâncias ilegais para aumentar o rendimento de um atleta. A dúvida é como isso se encaixa no automobilismo e, depois das denúncias de Renato Russo, se álcool e drogas podem ser considerados doping.