28/04/2009 - 09h50 Ecclestone espera que a FIA seja "muito justa" com a McLaren F-1
Da Redação
O britânico Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F-1, espera que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) seja "muito justa" com a equipe McLaren. Nesta 4ª-feira, 29, a escuderia dá explicações sobre os incidentes no GP da Austrália ao Conselho Mundial, em Paris.
"Se acontecer uma punição, esta será justa e acredito que eles (McLaren) irão aceitar", declarou o dirigente - de 78 anos - para o jornal inglês The Times.
"Não acho que eles decidirão deixar a Fórmula 1 porque alguém foi punido por ter feito algo errado. Eu acredito que eles serão justos nesse sentido", encerrou o digirente.
Caso - A McLaren forjou depoimentos para os fiscais de prova em Melbourne (GP da Austrália) sobre a suposta ultrapassagem de Jarno Trulli, da Toyota, sobre Lewis Hamilton, da McLaren, sob bandeira amarela (safety-car) e que gerou punição ao piloto italiano.
Dias depois, a FIA percebeu que nenhuma irregularidade havia sido feita por Trulli no evento. Recolocou o piloto italiano em sua posição final na prova (3º) e puniu a McLaren e o piloto Lewis Hamilton com a exclusão da 1ª prova do Mundial 2009.
A McLaren admitiu que mentiu para a direção de prova na Austrália e isso gerou a demissão do diretor Dave Ryan - que teria forjado os depoimentos e orientado Hamilton. O piloto não admite nenhuma mentira, e garante que foi orientado por Ryan nos depoimentos.
A McLaren encara a possibilidade de uma nova sanção séria na F-1, como aconteceu em 2007. As penas poderão ser uma multa (de grande valor), suspensão do campeonato por algumas corridas ou, mesmo, exclusão do Mundial 2009. Tanto para a equipe quanto para o piloto.