29/06/2009 - 09h34 Max Mosley fala em "pressão" para a reeleição na FIA F-1
Da Redação
Parece que a briga política na F-1 está longe de terminar. Max Mosley, presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel) revelou estar sob pressão dos membros da entidade para tentar a reeleição.
Em entrevista ao jornal The Mail on Sunday, Mosley declarou seu descontentamento com o comportamento de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari e da FOTA (Associação dos times da F-1).
"Eles cometeram o erro de dançar em cima do meu túmulo antes que eu fosse enterrado. Não é bom que as equipes contratem uma agência de relações publicas para dizer que estou morto e enterrado quando estou bem aqui. Estou sob pressão agora para defender a reeleição".
"Na verdade, não queria isso. Sinto que estou um pouco velho demais. Quando comecei, eu era velho o suficiente para ser o pai de alguns jovens pilotos da F-1. Agora, estou velho para ser avô de alguns deles", seguiu o dirigente.
"Embora não me sinta velho, sei que pareço assim para eles. Por isso, desse ponto de vista, é necessário alguém mais jovem", explicou Mosley.
"Geralmente, quando você faz alguma coisa por 16 anos, chega o momento de parar. Você acaba se tornando um pouco obsoleto. Eu realmente quero parar. Mas, se houver um grande conflito com a indústria de automóvel, por exemplo, ou com as equipes, então não pararei".
"Vou fazer tudo o que puder, porque não é da minha natureza fugir da luta", acrescentou.
Mosley declarou que havia comentado apenas a Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Formula One Management) que não queria mais uma reeleição e não gostou nada da atitude de Montezemolo, após o anuncio de 'paz' quando lhe chamou de ditador.
"Eu não espero que o Luca peça desculpa ou retire o que foi dito. Mas, por outro lado, dentro do mundo do automobilismo ninguém o leva a sério. Ele é visto como aquilo que os italianos chamam de "bella figura", declarou.
"Se alguém está descontente com o que tem sido feito, não é comigo que tem que resolver. As regras são aprovadas pelo Conselho. Eu só tenho que executar as decisões deles", acrescentou
"E quando chegar a hora de entregar tudo isso a alguém, não será com tristeza, será com alívio", finalizou Mosley.