Téo José


      A Ferrari volta ser cobrada. A Renault olha para frente.



Amigos da Velocidade,

Nos últimos tempos (e bota tempo nisto), a Ferrari sempre ditou o ritmo da Fórmula 1. Fazendo as outras correrem atrás e sempre muito pressionadas por parceiros, patrocinadores, etc. Virar o jogo nestas circunstâncias é bem mais complicado, porque você primeiro precisa encontrar o rumo, a tranqüilidade, para depois começar a fazer as coisas. Sem o direito de errar.

Para muitos pode ser cedo ainda para definir os rumos do campeonato. É. Mas, uma coisa é clara: o jogo já virou. A Renault olha para frente, tanto que já se fala em uma nova versão de motor e faz testes com um chassi mais evoluído. Esta é a diferença de quem sai ganhando por muito. A preocupação é melhorar o que já é bom. Sem ter prazo para obter o resultado, porque eles já são uma realidade.

Do outro lado, não há mais espaço para erros. A pressão é total. Pior é quando você se acostuma só com vitórias. As derrotas são ainda mais doidas. A pressão é total e em se tratando de Ferrari e ainda
maior, com Schumacher, um piloto líder e vencedor. Pode-se multiplicar isto por dois.

No domingo já deu para sentir algumas evoluções, o carro é bem mais rápido do que o F2004. Mas, a diferença mesmo foram os pneus. O poder de recuperação da Bridgestone é impressionante, em termos de velocidade já está bem próximo do Michelin. Porém, ainda falta muito em durabilidade. Barrichello confirmou as suspeitas do que víamos na pista. O passo já foi grande, as três primeiras pistas não recebem testes e ai é mais complicado arriscar e acertar apenas com informações do ano passado.

Na Europa a tendência é um equilíbrio maior nos pneus. Mesmo assim, ainda falta muito para Ferrari voltar a ser um carro vencedor. Não de uma corrida, que quem sabe pode vir até em San Marino, mas sim como foi nos últimos anos. Esta equipe agora se chama Renault. Não podemos deixar de fora a McLaren que começou a se encontrar.

Quanto a Toyota, ainda prefiro ficar observando. Para mim, a prova do crescimento acontecerá em Ímola. Se andar bem lá, revejo meus últimos conceitos e volto a pensar como antes. O time japonês pode ser, sim, o de futuro. Mas, precisa de uma dupla com maior conhecimento técnico e um piloto bem superior a Ralf, que vai a cada prova mostrando que é apenas mais um e nas divididas perde todas, quando não bate.

Nada está decidido. Nem poderia, faltam 16 corridas. Mas, a cada etapa a Renault fica mais folgada e conseqüentemente mais perto do objetivo. A moleza não será por muito tempo, o que é bom para quem não acreditava em competitividade de volta a categoria. Ou melhor, em mudança de casa vencedora.

Um abraço a todos e cuidem-se bem!







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