Estou há um bom tempo hesitando em conversar sobre este assunto. Antes de abordá-lo, quero deixar bem claro que não gosto quando alguma pessoa do esporte começa a falar de outros profissionais da área como se fosse crítico de rádio, TV ou jornal. Mas, neste caso diz respeito ao meu trabalho. Não vai aqui crítica a esta ou aquela pessoa, sobretudo uma - que logo pode ser relacionada.
Vamos lá: de uns tempos para cá, tenho notado que algumas expressões - não gosto da palavra bordão - que utilizo em diversos momentos das corridas (e as vezes no futebol) têm sido também usadas por outros profissionais, na mesma situação. Já que estamos num momento onde o respeito e a ética estão sendo muito comentados, que tal começarmos também a pensar nesta ética no jornalismo esportivo?
Sou daqueles profissionais que fica o tempo todo pensando no trabalho. Seja dirigindo, tomando banho ou mesmo escutando música - que adoro. Daí, pintam idéias e expressões. Algumas já foram registradas, as mais importantes, não com o objetivo de processar alguém que as utilizasse. Mas, para me proteger se quisessem rouba-las e me processar. Isto já aconteceu e acontece muito.
No fundo penso que é besteira este negócio de registrar, de patentear. Foi mais para me preservar, longe de mim querer processar alguém. Ainda mais por uso do que criei. Porém, fico chateado quando em certos momentos, na "cara dura", pegam algum termo bem específico que utilizo.
Às vezes, na boa, soa legal, penso: "esta pessoa está utilizando isto. Legal, gostou da criação". Mas, às vezes é em uma situação de cópia sem explicação. Não são muitas coisas que utilizo. E vocês, amigos da velocidade, sabem bem quais são. O José Emílio Ambrósio, diretor de jornalismo da RedeTV!, pessoa que respeito muito, já o fazia antes de estar na emissora.
Pela sua visão de transmissão e de como tratar o esporte, sempre nas conversas pondera que tudo tem de ser natural em uma narração. E concordo. Então, você utiliza algo marcante ali ou aqui. Tem muita coisa que só falo em automobilismo e outras no futebol. Porque, senão, é forçar a barra. Como é quando coisas nossas, são colocadas na boca de outros.
Estou em uma fase de muita paz, preocupado apenas com minhas coisas, vivendo um momento de trabalho de muito prazer, na RedeTV!, na Jovem Pan, aqui em Goiás e no UOL - cheio de novidades. Uma delas é que em breve nosso site que foi líder absoluto de audiência, por muito tempo, vai voltar a ser aberto. Ou seja, não só restrito aos assinantes UOL. E terá mudanças. Por isso, fico ainda mais chateado com atitudes como estas que relatei. A vida é para ser levada com alegria, prazer, seriedade e muita ética.