Téo José


      O tempo de Antônio Pizzonia na Williams se foi



Amigos da Velocidade,

A Fórmula 1 é uma das modalidades esportivas que mais sabe aproveitar o marketing. É uma de suas principais características. Nos momentos em que tudo parece calmo ou decidido, as notícias começam a "pipocar". Vocês se lembram daquelas férias em que Balestre iria caçar a licença de Senna?

Pois é, este foi apenas um grande fato que ilustra o meu pensamento. Com o título de pilotos já decidido, estamos tendo antes das férias da categoria um rico noticiário. Bombástico. Pelo menos nas especulações. Se não vejamos alguns exemplos:

- Kimi Räikkönen na Ferrari

- Schumacher na McLaren

- Fernando Alonso na Toyota

- Valentino Rossi em Maranello

- McLaren com nova equipe, a "B"

- Nico Rosberg na Williams em 2006


Destas, o que pode virar fato mesmo é a do Nico Rosberg. São boas as possibilidades de a McLaren ter um time B, mas à longo prazo. No primeiro caso, já existia uma vontade da turma de Frank Williams em ter o alemão. Nico nasceu na Alemanha, apesar do pai ser naturalizado finlandês. Keke veio ao mundo em Estocolmo, na Suécia, e depois ganhou a nacionalidade da Finlândia.

O relacionamento entre o dono do time britânico e o pai de Nico, campeão mundial pela equipe em 1982, continuou forte. Além do que, uma parte da Williams não acredita no brasileiro Antônio Pizzonia.

Eu botava muita fé no Antônio. Gosto do amazonense. Na primeira corrida da extinta Fórmula 3000 Internacional, em Interlagos, sai falando maravilhas dele. Mas, com o tempo ele mostrou deficiências. Não no braço e, sim, na cabeça. Tenho comigo que para se aguentar a pressão do esporte hoje em dia, principalmente aquele que depende muito de você, o talento é 50% e o poder mental mais 50%.

Independentemente de se ter um carro competitivo. Existem outros critérios internos que mostram seu potencial. Para Antônio falta isto. Nos momentos decisivos, onde a cabeça pode contar até mais, ele falha. Tenho notado esta deficiência na maioria dos pilotos brasileiros da nova geração. No fundo é muito oba-oba, muita gente "babando ovo".

E ai faz falta alguém para chamar o jovem de volta a realidade. Porque quando você acordar, pode ser tarde. Acho que este tempo chegou para Pizzonia. Tomara, agora, que tenha cabeça. Ou se prepare rapidamente para tentar buscar a recuperação. Potencial, ainda acredito que tenha.

E o Nico? Não boto muita fé. Vai ser mais um Nick Heidfeld, um Giancarlo Fisichella...

Um abraço à todos e cuidem-se bem.







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