Téo José


      2005 foi muito bom. E 2006 pode ser melhor.



Amigos da Velocidade,

São seis e meia da amnhã e começo agora minha conversa com vocês. Acabo de sair da Rádio Jovem Pan - onde transmiti mais uma prova da F1 - no caminho, curto, de lá até o hotel, passando pela Avenida Paulista, que é muito bacana e no inicio da manhã de domingo parece que fica ainda mais linda, fiquei pensando não nesta temporada que, na minha opinião, foi de longe a melhor dos últimos tempos. E, sim, em 2006.

Nos anos anteriores tinha sempre o sentimento de que a categoria estava em baixa e poucas perspectivas para o futuro. Agora não. Existe um grande otimismo, em todos os sentidos. Até mesmo em investimento. Novas equipes, novos investidores e o crescimento voltou a categoria mais importante do automobilismo mundial. Mas, o que o torcedor gosta mesmo é do que rola na pista. Outro ponto que me deixa super confiante.

Hoje temos duas equipes em excelente nível e bem próximas. No ano que vem acredito que teremos, pelo menos, mais duas neste pelotão. Honda (antiga BAR) e Ferrari. Não dá para deixar de lado a turma italiana, mesmo com a fase ruim e um momento complicado de Michael Schumacher.

Muita gente acha que estou sendo otimista demais. Mas, boto muita fé na Honda e também em Rubens Barrichello. A equipe vem fazendo um trabalho consistente e, agora, com o controle total japonês, acho que os resultados aparecerão mais rapidamente.

Gil de Ferran - com um controle maior e já se sentindo à vontade no time - vai ser peça fundamental. Rubens ainda não está em fase de final de carreira. Senão ficaria na Ferrari, sem desafio e pressões. A mudança mostra que ele quer muito mais do que já conqusitou. Vejo boas chances neste objetivo do brasileiro.

McLaren e Renault, mesmo com a mudança dos motores (de V10 para V8) vão estar competitivas. A Ferrari precisa ser competitiva também, senão corre o risco de encarar um ouro longo jejum.

Reflexões da China

Não custumo reclamar do trabalho das televisões nas transmissões dos GPs locais. Mas no Japão e China erraram muito, prejudicando mesmo a análise e compreensão da corrida. Na China, não deu para ver com nitidez a batida de Albers com Schumacher. Para mim, os dois têm culpa. Porém, o holandês, já que era apenas a volta para alinhamento, não precisa ser tão rápido.

A rodada do Schumacher de tão rídicula, com Safety Car na pista, também ficou a desejar. Depois o piloto disse que errou. Se não foi o maior erro da carreira dele na F1, foi um dos maiores.

Creio que Pizzonia fez a última corrida dele na Fórmula 1. Estou vendo a Fórmula Mundial como seu destino. A categoria parece estar de novo em fase de crescimento. No fim do ano passado, ele já andou tendo alguns contatos por lá. Nico Rosberg deve ser anunciado nesta semana na Williams para a temporada 2006.

O circuito chinês é lindo. Mas tampa de bueiro solta nunca vi. Ou não me lembro. Se fosse no Brasil, a repercussão seria bem maior. O pessoal de serviço na China também deixou a desejar. Muita demora e falta de habilidade para limpar a pista depois do acidente do Karthikeyan.

Um abraço à todos e cuidem-se bem.







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