A saída da Michelin complica a vida de seus parceiros atuais
Amigos da velocidade,
A saída anunciada da Michelin em 2007 é ruim para a categoria. Ficando só a Bridgestone, teremos mais economia e menos competição e a Fórmula 1, apesar de algumas medidas, como esta da FIA de ter apenas um fornecedor, nunca foi o lugar para se economizar. No fundo, a Michelin nunca teve um bom relacionamento com os homens que comandam a Federação internacional e a Fórmula 1. O fiasco de Indianápolis, com o boicote, foi o auge destes problemas de convivência.
Este fim do projeto da Michelin passou a ser um grande problema para aquelas equipes que estarão na pista no ano que vem com seus pneus. Os investimentos não vão ser os mesmos, com certeza. É como se fosse fim de festa, com muita gente que hoje trabalha no projeto Fórmula 1, tendo um futuro incerto. Pior ainda para 2007, aquelas que passarão a ter Bridgestone começarão de novo o desenvolvimento dos seus carros, com compostos, durabilidade, comportamento dos carros diferentes do que os utilizados e sentidos hoje. Este, em curto prazo, passa a ser o maior problema.
A categoria sempre viveu de fase e acho que esta é mais uma. A Bridgestone passa a ser fornecedora única a partir de 2007, mas depois aparece uma nova marca e a tal economia citada para esta decisão fica esquecida. Independentemente da saída da Michelin, já previa uma competitividade maior em 2006, já que estarão de volta as trocas durante as corridas, o que é bom para Bridgestone, que também está reforçada em seus parceiros de pista, com a chegada da Williams. Mesmo assim, vejo só um pouco mais de dificuldades, para Renault, Mclaren e Honda, o que não vai impedi-las de lutar pelo título, contra a Ferrari.