Converso com vocês depois dos treinos livres desta sexta-feira, mas já tinha este papo na cabeça desde quarta. Por isso, não estou levando em conta a melhor marca de Anthony Davidson e muito menos o tempo de Rubens Barrichello. Não foi à toa que a Honda ficou em primeiro e a Ferrari fazendo segundo e terceiro, pois essas equipes estiveram andando (e muito) no circuito de Sakhir há quase um mês. Hoje, o normal era este resultado, pois a receita inicial de acerto eles já tinham. A Renault não participou destes testes. E mais: na sexta , não sabemos o objetivo de cada piloto ou cada equipe, este tipo de comparação que Barrichello andou atrás dos seus dois companheiros é bobinha e no mínimo maldosa. Pelo menos hoje é.
Minha análise vai além. Estou vendo pelo trabalho realizado na pré-temporada e pelo astral do brasileiro. Repito: Rubens é um grande piloto, ótimo acertador. Agora tem um bom carro nas mãos, um companheiro forte, mas com as mesmas armas e um clima positivo, dentro de uma estrutura que quer crescer e vencer. Não poderia ter lugar melhor para começar uma nova fase. Outra vantagem neste recomeço, se assim posso falar, é que o carro Honda, hoje, é o mais confiável. E isto, nas primeiras provas e com este regulamento novo, vai ser fundamental na reta final. Agora, o legal é marcar pontos entre os três primeiros e ser constante.
É um ano em que ele vai ter de resgatar o piloto que foi até o segundo ano da Ferrari, valente e buscando superar seus limites. Esquecer os últimos tempos em que um certo desânimo veio em forma de acomodação. Acho que já sentiu isto e, a partir deste final de semana, poderemos ver, no mínimo, um Barrichello "brigador" na pista, tentando ser o número 1. Se vai conseguir, só vamos saber mais para frente, mas eu estou otimista e vejo 2006 como o ano de Rubens Barrichello. Boa sorte.