O circuito de Nürburgring e algumas novidades dos adversários devem trazer muitas dificuldades para Ferrari repetir a vitória, de Ímola, neste próximo domingo. Apesar do otimismo de Michael Schumacher, vejo a equipe italiana atrás de Renault e, mesmo, da McLaren.
A Renault pode ser considerada a principal favorita. A McLaren terá uma nova versão do motor Mercedes, com um mapeamento eletrônico que se mostrou perfeito para pista do Grande Prêmio da Europa, onde a velocidade final é importante. Mas, nem tanto.
O que vale mesmo é ser forte nas partes de baixa e média velocidade, principalmente nas retomadas. Eu diria que Nürburgring vai ser uma das pistas onde os V8, pelas suas características, mais se adaptarão. Pelos dados da telemetria do passado, um piloto pisa fundo no acelerador em cerca de 65% da volta e o maior tempo em que se utiliza ao máximo é de dez segundos.
O fundamental mesmo nesta seletiva pista germânica é ter uma boa aerodinâmica, já que existe todo quanto é tipo de curva. Como também retas de todos os tamanhos.
O principal fator, segundo vejo, trata-se na verdade de um novo pneu Michelin, que testado na semana passada na Renault mostrou-se altamente competitivo para as características da pista alemã. Se em Ímola o Bridgestone foi o fator fundamental para vitória de Schumacher, agora as coisas podem se inverter.
A Honda apesar de não falar tanto de suas possibilidades, como aantes do GP de San Marino, pode se dar muito bem agora. Apesar de tração ser importante, este problema vem sendo resolvido. O que se precisa é um ritmo melhor de corrida e Rubens se adaptar melhor ao sistema de freios.
Ele é mais agressivo no uso do que Button e isto o tem prejudicado. Mas, neste final de semana, os freios não serão tão exigidos. Melhor para o brasileiro. Sem dúvida é muito importante um resultado bom para Barichello e também para Honda. Porque, se isto não acontecer, a pressão tende a aumentar e nessas situações a intranqüilidade pode ser um adversário ainda mais duro.