Pizzonia segue na contramão de seus compatriotas de F1
Parece que os pilotos alemães estão se transformando nos "algozes" de Antonio Pizzonia. Neste ano, depois de tempos prestando serviço à Williams, o piloto perdeu a vaga de titular para Nick Heidfeld. Engoliu tudo e ficou quieto no seu canto, servindo como piloto de testes.
Venho então a oportunidade de correr como titular nas últimas etapas do campeonato, depois que o alemão sofreu um acidente durante treinos em Monza e depois inventou outro na Suíça, quando andava de bicicleta. Pizzonia até que foi bem no GP da Itália, inclusive marcando pontos, mas depois deixou as chances escorregarem entre os dedos. Foi fatal.
Agora, o piloto é mais uma vez postergado em favor de outro alemão, Nico Rosberg, campeão da GP2 em 2005, que vislumbra repetir o sucesso do pai Keke na F1, mas que nunca disputou uma corrida sequer na categoria. E nesse momento, Pizzonia segue na contramão de seus compatriotas presentes na Fórmula 1.
Rubens Barrichello vai para a BAR, que será equipe totalmente Honda em 2006, fugindo da "sombra" de Michael Schumacher na Ferrari e esperando um futuro melhor na equipe que promete muita competitividade no ano que vem. Já Felipe Massa, ex-Sauber, volta para a escuderia de Maranello, mas desta vez como titular. Queira ou não queira, é a toda poderosa Ferrari, supercampeã e com estrutura invejável.
E Pizzonia não sabe qual será seu futuro. Afirmou nesta semana que está em contato com a BMW e com a já anunciada, mas ainda completamente crua Super Aguri, a chamada equipe "B" da Honda. Fora isso, seu destino pode ser também as categorias norte-americanas, para onde vai quem, geralmente, já deu o que deveria na F1.
Então, enquanto Barrichello e Massa continuam com prestígio no circo, representando equipes de ponta a partir da próxima temporada, Pizzonia segue apagado, tentado se recolocar. Uma pena para um piloto que sempre demonstrou talento, mas que nunca conseguiu se firmar de fato.