Fórmula 1 vem como uma cara bem diferente neste ano
A Fórmula 1 virá com uma cara bem diferente neste ano. Muitas das coisas que estávamos acostumados a ver ou mudaram ou simplesmente deixaram de existir. São mudanças sensíveis, que irão fazer da temporada 2006 um certame histórico, sem exageros.
Vamos começar pelas equipes. Não teremos mais a Jordan, a Minardi ou a Sauber, esta última ainda dando o ar da graça pelo menos no nome, mas que será tratada mais facilmente como BMW. Já as outras serão agora a MF1 (da Midland) e a Toro Rosso, tradução simplista de Red Bull para o italiano.
Será o ano também que não veremos mais Rubens Barrichello defendendo a Ferrari, depois de seis anos se refrescando à sombra do sempre preferido Michael Schumacher. Vai para a japonesa Honda, onde deve ter mais condições de vencer e, quem sabe, até disputar o título.
Mas não será esse um motivo para não mais vermos um brasileiro correndo pela escuderia vermelha. Sai Barrichello, entra Felipe Massa, que não deve fazer algo tão diferente do que Rubens fez, até porque a Ferrari não vai mudar sua posição e atitude enquanto o alemão, sete vezes campeão mundial, estiver por lá.
Esse também será o primeiro ano depois que a F1 mudou de mãos. No final de 2005, Bernie Ecclestone e os bancos credores venderam a categoria para o CVC Partners, fundo de investimento que já é dono de categorias da motovelocidade, como a MotoGP. Mas isso não deve provocar mudanças visíveis nas pistas.
Essas mudanças virão com alterações técnicas promovidas pela FIA. Um novo formato de classificação, dividido em três tempos, será usado. O sistema não foi unanimidade, nem para o lado positivo nem para o negativo, recebendo elogios e críticas. Só o tempo vai dizer se foi a melhor escolha ou não.
Mas a Fórmula 1 também volta ao passado. As trocas de pneus retornam às provas, depois de uma temporada onde a idéia de usar apenas um jogo de pneus em cada corrida se mostrou, no mínimo, ineficiente na sua proposta. Apenas ajudou a quebrar a hegemonia da Ferrari.
A categoria abandona também os motores V10, há muito marcando presença no circo, para assumir os novos e tecnologicamente bem mais avançados V8. Tudo com o objetivo de diminuir a potência e aumentar a segurança. Vamos esperar para ver se tal objetivo será alcançado.
Algumas outras pequenas novidades serão observadas durante a temporada. Só esperamos que a F1 fique mais competitiva do que foi em 2005, quando Renault e McLaren brigaram pelo título. Melhor do que em 2004 - dominado totalmente pela Ferrari - mas ainda longe do ideal.