Téo José

      MotoGP acabou um pouco para o torcedor brasileiro



A MotoGP acabou um pouco para o torcedor brasileiro. É uma pena! Não teremos mais nenhuma referência - pelo menos no curto e médio prazo - na principal categoria do motociclismo mundial. Primeiro foram as mazelas e falta de visão das autoridades que administram o autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que recebia a prova. Com a desculpa do Pan 2007, a autódromo será trucidado com as obras.

Devido a isso, a Federação Internacional de Automobilismo tirou, claro, o Brasil do calendário da categoria. Essa foi a primeira grande perda de Jacarepaguá, dentre as muitas outras que estão por vir devido à insensibilidade e seriedade da Prefeitura carioca e das empresas responsáveis pela organização e administração dos Jogos Panamericanos, que acontecem no ano que vem na cidade maravilhosa.

E agora, também, não temos mais Alexandre Barros na competição. O eterno representante brasileiro da MotoGP deixou o circo ao final da temporada passada e deve seguir para a Superbike, categoria menos conhecida por aqui. Como ele, outros pilotos seguem o mesmo caminho agora, como Max Biaggi e Troy Bayliss, o que representa uma debandada geral de competidores rumo à competição rival.

Em 2004, quando Barros chegou à Honda para o lugar do supercampeão Valentino Rossi, que se transferiu para a Yamaha, todos acreditavam que estava preparada a arrancada do brasileiro para a sua melhor temporada na categoria, depois de vários anos. Afinal, estava na equipe oficial da Honda, a campeã do certame anterior com o próprio Rossi. Infelizmente, não foi o que aconteceu e, no ano seguinte, Barros voltava à Honda Pons.

O piloto não sabia, então, que seria seu último ano na chamada "categoria rainha" da motovelocidade. Após mais um ano de dúvidas e dificuldades, Barros anunciava sua saída da MotoGP, mas não informou oficialmente, até agora, para onde vai. Contudo, a Klaffi, equipe da Superbike, já informou o acerto com Barros em seu site oficial. Para nós, a MotoGP não será mais a mesma, simplesmente por não a termos mais por aqui e sem um representante para torcer.

Claro que continuaremos a ver, na MotoGP, o talento de Rossi neste ano e o esforço de todos os outro para superá-lo mais uma vez. É verdade que, para quem gosta de velocidade e, mais especificamente, de motociclismo, a categoria sempre será o maior atrativo. Mas para quem quer ver sempre um brasileiro disputando categorias importantes pelo mundo, a falta de um na MotoGP é lamentável.





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