Téo José

      Briatore é a mais "completa tradução" da Fórmula 1



Quem esteve presente no lançamento do novo carro da Renault para a temporada 2006, o R26, em evento realizado em Mônaco dias atrás, se impressionou mais com o chefão da equipe francesa, Flavio Briatore, do que com o próprio equipamento. Completamente fora do padrão das apresentações deste tipo, quando geralmente a preocupação maior é sempre com o que se apresenta, Briatore vestia um paletó de um azul escuro, com bordas cor de creme, que cobria uma camisa cor de rosa e uma calça jeans no melhor estilo "despojado".

Esse "despojado" de Briatore, com certeza, custou um bom punhado de euros e deixou os fotógrafos presentes no evento da Renault em polvorosa. Contudo, não foi algo completamente inesperado, em se tratado de alguém como Briatore. O dirigente italiano é a mais completa tradução da Fórmula 1, tomando emprestado trecho da música de Caetano Veloso. É o playboy do circo, já muito rico, dono de boates voltadas para um público seleto e sempre em invejáveis companhias de modelos lindas e famosas.

Briatore é a cara da categoria mais rica, competitiva, badalada e avançada tecnologicamente do planeta. E essa imagem do italiano parece ganhar corpo a cada dia, ainda mais agora que conquistou dois títulos mundiais (pilotos e equipes) com a Renault em 2005. O dirigente já tinha mostrado seu talento para o negócio quando, anos atrás, impulsionou a carreira de ninguém menos que Michael Schumacher, hoje sete vezes campeão mundial de F1 e sua maior estrela na atualidade.

E no ano passado, foi o momento de Fernando Alonso chegar ao ápice, conquistando o título, através das mãos de seu também empresário Briatore. Para usar um jargão popular, pode-se dizer que o italiano "não é fraco não". E como se tudo isso não fosse o suficiente, alguns rumores surgidos na imprensa européia na semana passada diziam que Briatore estaria preparando o caminho para se tornar o homem forte da F1, no lugar de Bernie Ecclestone.

Como o próprio britânico e os bancos credores venderam suas partes no circo para um fundo de investimento, Ecclestone, hoje com 75 anos, seria substituído assim que se aposentasse, fato que não deve estar muito longe de acontecer. E Briatore seria, segundo as especulações, um dos cotados para assumir o posto. Diz-se até que ele já teria o apoio das montadoras presentes no circo, o que é algo respeitável. Caso aconteça, essa seria, sem dúvida, a maior tacada do "playboy".





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