Uma impressão positiva do novo sistema de classificação
Entre todas as novidades da Fórmula 1 nesta temporada, a que ficou mais fácil aos olhos do espectador foi o novo sistema de classificação. Os motores V8 no lugar dos V10 se limitam na sua diferença de performance mais às equipes, pilotos e imprensa especializada. Já as trocas de pneus não são uma novidade para o público, que já via isso até 2004.
Mas o novo formato do treino oficial trouxe mais "dinâmica" à definição do grid de largada para a corrida. São três sessões distintas, com as duas primeiras durando 15 minutos e a última 20. Na inicial, são determinados os seis últimos na largada. Na sessão intermediária, os seis seguintes e, na final - chamada de "super classificação" ou "super pole" - os dez últimos brigam pelas primeiras posições do grid.
Parece que são, na verdade, três "mini provas", com todos os pilotos entrando na pista, sem limites de voltas, tentando marcas os melhores tempos para passar à fase seguinte, até chegar à "super pole", que até começa, de certa forma, meio devagar, com pilotos apenas gastando combustível. Mas nos minutos finais, os pilotos vão aos boxes, colocam novos pneus e voltam para a batalha final.
A idéia parece ter agradado à maioria dos membros do circo e também ao público. É um sistema que oferece mais oportunidades para que os pilotos busquem um maior desempenho, para melhorar sua posição no grid de largada, dentro dos tempos determinados para cada sessão. Só acho que a primeira delas deveria ter um tempo maior em relação às outras duas, pelo simples fato de haver mais carros na pista.
Mas o novo formato se mostrou uma evolução. Apesar de o principal motivo dessa mudança ter sido atender às necessidades das emissoras de televisão - as maiores clientes de Bernie Ecclestone e do circo -, pelo lado esportivo funcionou bem. Até mais do que eu esperava, pois fiquei grudado na televisão para ver uma grande confusão, que nunca aconteceu, mesmo depois da bandeira vermelha provocada pelo acidente de Kimi Räikkönen.