De novo, o jogo deste ano será "correndo atrás da Renault"
E tudo cheira a um "repeteco" do que foi 2005. Mais uma vez, o jogo deste ano será "correndo atrás da Renault". Já deu pra perceber, depois de três corridas, que a equipe francesa tem o carro mais bem acertado, se aproveitando, claro, do conjunto campeão da temporada passada. E mais uma vez, Fernando Alonso dispara.
Vai acontecer novamente, como o próprio asturiano prevê: alguém vai acabar se acertando melhor do meio da temporada para a frente e vai tentar tirar a diferença até o final do ano. Alonso, muito esperto, vai livrar "corpos" de vantagem para somente administrar na reta de chegada, exatamente como fez com a McLaren de Kimi Räikkönen e Juan Pablo Montoya em 2005.
A única coisa é que ainda não se tem uma idéia clara que equipe será essa. Como o próprio piloto espanhol lembrou bem nesta semana, em cada uma das três etapas disputadas até aqui, foram três times diferentes que acabaram duelando com a escuderia de Flavio Briatore: A Ferrari em Sakhir, a Honda em Sepang e a McLaren em Albert Park.
E Alonso vai dosando os elogios para cada equipe rival, dizendo quem vai ser a grande concorrente da Renault em 2006. Uma hora diz que é a McLaren, depois fala que a Honda merece destaque e, na quarta-feira, falou que a Ferrari vai ganhar corridas, assim que a F1 chegar aos circuitos que são melhores para o time de Maranello e para os pneus Bridgestone.
Isso tudo para tirar o foco. Alonso vai continuar sendo o destaque, pois tem uma coisa que falta em outros pilotos: regularidade. Se não vence, chega entre os três primeiros. Após o GP da Austrália, o atual campeão mundial somava nove pódios seguidos. Isso é o que leva um piloto ao título. Até porque, depois que se leva o campeonato, ninguém fica lembrando quantas corridas o piloto ganhou para chegar lá. Isso fica só para as estatísticas.