Téo José

      Há três bons motivos para Räikkönen ir para a Renault



Há três bons motivos para Räikkönen ir para a Renault. Falo isso baseado nos rumores dos últimos dias, de que a equipe francesa estaria disposta a oferecer US$ 143 milhões por um período de quatro anos para o piloto finlandês. E a primeira grande atração para o vice-campeão do ano passado é exatamente a cifra, bastante interessante.

A segunda seria a possibilidade de correr em um time que lhe de condições de chegar ao título, coisa que Räikkönen persegue há tempos. Que melhor time poderia lhe dar um equipamento competitivo, até mais do que usa atualmente na McLaren, do que a Renault? Nessa altura do campeonato, somente a Ferrari.

E é exatamente com a escuderia de Maranello que o nome de Kimi foi vinculado também. As especulações dizem que já teria um contrato com a equipe vermelha. E é aí que chegamos ao terceiro motivo. Na Renault, o finlandês não teria a sombra de Michael Schumacher, que animado com as últimas vitórias, já deu sinais que vai seguir na Ferrari na próxima temporada.

Kimi não quer isso. Não quer nem ficar na McLaren quando Fernando Alonso chegar. O piloto não pretende ter que agüentar sua atual empregadora dando mais atenção ao espanhol do que a ele, pois é isso que deve acontecer, já que Alonso é um de seus maiores rivais na atualidade dentro do circo e chega à escuderia britânica com um título mundial na bagagem.

Alonso já disse várias vezes que uma equipe precisa sempre definir quem é o primeiro e o segundo piloto e deve ser assim na McLaren em 2007, quando se juntar ao grupo. Jamais Räikkönen irá aceitar tal situação. E na Renault isso não aconteceria. Lá, ou correria com Giancarlo Fisichella, que nada mais tem para oferecer em troca de uma melhor posição, ou com o novato e compatriota Heikki Kovalainen.

Acho que isso seria o ideal também para a Renault. Räikkönen já provou que é competitivo, tem talento e precisa de, realmente, apenas um equipamento ideal para que chegue ao seu primeiro título. Pelas circunstâncias, seria o nome mais indicado para o time seguir em seu posto de esquadrão de ponta dentro da Fórmula 1.

Em tempo: acho que a ida de Kimi para a equipe de Flavio Briatore iria também ajudar Felipe Massa na Ferrari. Se o brasileiro seguir no seu caminho ascendente, pelo que vem mostrando até aqui e após a conquista de seu primeiro pódio na categoria, em Nürburgring, a escuderia de Jean Todt poderia pensar em mantê-lo para 2007, para seguir como fiel escudeiro de Michael Schumacher.





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