17/04/2003 - 10h32 IRL: Distante da segurança Amigos da velocidade,
Depois do GP do Brasil, etapa da Truck em Guaporé no Rio Grande do Sul e três dias de folga com a família nas serras gaúchas em meio a vinícolas, fiquei ainda mais surpreendido pelos acidentes no final de semana e suas vítimas na IRL. Já passou da hora de dirigentes, donos de equipes e principalmente pilotos, os mais prejudicados, tomarem uma atitude e exigirem mais segurança.
Nunca fui dos mais fãs desta categoria e sempre tive na minha cabeça o que disse um dia Jacques Villeneuve: "Lá se faz um motor com cerca de 800, 900 cavalos, e depois se limita em cerca de 600 ou 700, aí é uma competitividade artificial". E mais com a configuração aerodinâmica - onde o que na cabeça de quem fez o regulamento só importa a velocidade - os carros são super rápidos nas curvas. Na maioria das pistas, todo traçado é feito com pé embaixo. O que nivela por baixo os pilotos e os deixam entregues a própria sorte. Muitas vezes sem nenhum movimento brusco o piloto vira passageiro de encontro ao concreto. Este é o ponto. Urgentemente tem de se mexer na configuração aerodinâmica, mudar as asas traseiras já seria um grande negócio porque as que são utilizadas mais se parecem com as de misto da CART.
Todo acidente na IRL tem uma grande proporção, a velocidade em curva é muito grande e o choque também. Não é nem o caso do carro em si ser seguro, em termos de absorver o impacto e proteger o piloto, neste ponto é quase igual ao da CART. O problema mesmo é a força da pancada e como o piloto sabe que pode acelerar tudo, não se preocupa com a possibilidade de beijar as muretas.
Depois de mais duas vítimas em hospitais, esperava que algo fosse falado ou pelo menos alguém levantasse a voz, mas para minha surpresa tudo parecer ser normal. Não é. A categoria tem de mudar seu conceito aerodinâmico e no mínimo, diminuir - e bem - a velocidade nas curvas. Seria melhor para diferenciarmos quem é quem e principalmente para segurança.