Na metade para o fim do campeonato talvez empolgado com o equilíbrio que vimos ao longo das provas, cheguei a pensar que o reinado de Michael Schumacher estaria perto do fim. Ledo engano. Mesmo a Michelin, na pista seca, mostrando sua competência e sendo em várias provas o ponto de desequilíbrio, favorecendo Mclaren e principalmente Williams, não foi o suficiente para parar o alemão e a Ferrari. Schumacher fez a diferença.
Quando precisou do piloto lá estava ele. Em Monza, com Williams e Ferrari em quase condições de igualdade, valeu o braço e a cabeça, ali foi um triunfo real do piloto. E ontem em Indianápolis, com ajuda dos Bridgestone em pista molhada, de novo se viu um campeão em ação, correu riscos, atacou mas tudo com um controle que deve ter feito Montoya morrer de inveja.
O colombiano deixou claro que está em franca evolução, mas ainda precisa mais. Na batida com Rubens Barrichello, considero um acidente de corrida, sem culpados na manobra, mas não era hora nem local para se arriscar um resultado e jogar o título pela janela. Esta é a grande diferença. Acho também que ele vai enxergar isto com o tempo, aliás se não o fizer, será falta de inteligência, como foi ter assinado um contrato com a McLaren em plena disputa de um campeonato.
Raikkonen ainda está vivo no ano, mas respira por aparelhos. O estado é terminal. Fez uma bela temporada e se tiver carro vai ser ainda mais forte no ano que vem. Agora só com uma dose cavalar de sorte e azar de Schumacher para levar o título. O que seria uma das maiores surpresas da história da categoria. Ainda bem que ficou esta expectativa para o Japão, mesmo sendo mínima da mínima, não seria justo em um ano tão legal, chegar na última prova com clima de corrida amistosa. É quase isto, porque no vermelhinho tem um piloto chamado Michael Schumacher, o que faz a diferença. E os escudeiros dos três pilotos, hein? Deixa para lá, outro dia falamos disto.