02/12/2003 - 10h41 Nas pistas um bom 2003. Fora dela nem tanto.
Amigos da velocidade,
Estamos encerrando o 2003, pelo menos em competições porque para Fórmula 1, com os testes na Espanha, 2004 já começou. Na minha visão, 2003 foi altamente positivo. Uma Fórmula 1 melhor, mais equilibrada, com crescimentos de Williams e McLaren. Além da Renault e Toyota também mostrando um trabalho sólido e de futuro.
No automobilismo nacional, altos e baixos. O Rali não para de crescer, a Truck da mesma forma, a Stock também está em um bom caminho - talvez não seja o melhor - mas tem acelerado com um certo crescimento.
Lamento só o automobilismo norte-americano. Tirando a NASCAR, este não tem o que comemorar com a CART totalmente moribunda (o que é de grande pena) e a IRL que insiste em ser insegura. E nesta última, para quem gosta de corrida, a aposentadoria do Gil faz perder muito do interesse.
Nas categorias de acesso, confesso que meus olhos se voltaram a maior parte do tempo para Fórmula 3 Inglesa. Nunca escondi que boto muita fé no Nelsinho, piloto de potencial, tanto de capacidade e talento dentro do carro, como de cabeça. É raro ver um jovem de 18 anos com tanta personalidade na sua profissão.
Vamos falar mais sobre o automobilismo em 2003. Hoje, neste rápido bate papo, eu puxei o assunto para dizer que não temos nada o que comemorar com relação à cobertura jornalística. Tanto na imprensa escrita como na TV.
Cada vez mais se tem uma visão comercial e o jornalismo é deixado de lado. Tirando raras exceções, na maioria das vezes os eventos foram tratados de forma errada e o público idem. É uma pena, que a fase do "oba, oba", do dinheiro em detrimento do real jornalismo esportivo continua e sem dar mostras de crise.
Além da falta de visão comercial, parece ironia né, mas é, se tivesse um investimento maior na produção, o retorno comercial, desta visão de hoje , só comercial, poderia ser bem maior. É meio complicado né. É mesmo. No fundo, complicadas são as cabeças de uma boa parte das pessoas que hoje comandam as TVs, principalmente daqueles que não conhecem ou não sabem da força do automobilismo. Este é um ponto que precisa crescer em 2004.
Na verdade, só é preciso que estas pessoas voltem uns sete, oito, nove anos no tempo e ver como era antigamente. Há muito venho batendo nesta tecla e vou continuar, pois quem cala consente.