05/06/2004 - 08h58 Editorial: O descaso com o autódromo de Goiânia
Leiam o editorial de Téo José sobre o descaso com o Autódromo Internacional de Goiânia. Este artigo, publicado pelo jornal Motorsports, estará circulando nos autódromos do Brasil neste final de semana, inclusive em Goiânia.
Amigos da velocidade,
Geralmente quando você tem um grande evento em sua casa ou mesmo uma pequena reunião, se prepara tudo para ser um bom anfitrião, principalmente o espaço físico, é uma forma de mostrar que todos são bem vindos e importantes para aquela ocasião.
Penso que no esporte também deveria se ter este espírito. No caso da Fórmula Truck, eu como morador de Goiânia e um goiano, como falamos aqui "pé rachado", estarei burlando esta regra, devido as péssimas condições de nosso autódromo.
A praça pertence ao estado e nos últimos mandatos de vários governadores e seus secretários de esportes nada ou quase nada foi feito. O autódromo que já foi sede das primeiras etapas do Mundial de Moto no Brasil e era tido como modelo para o mundo. Hoje não tem acomodações com mínimo de conforto para pilotos, equipes e torcedores.
O asfalto, que foi refeito por incrível que pareça, está cheio de buracos. Água, luz, telefone seguem o mesmo caminho do descaso. Só mesmo a força da Fórmula Truck para se atrever a correr aqui, já que as outras categorias nem aparecem para fazer vistoria.
Não precisa, a nossa fama de praça em péssimas condições já corre pelo Brasil, e não é de hoje.
Agora estamos com uma nova administração e sempre se têm novas esperanças, mas o caso vai além da força de um administrador, gerente ou o que seja, precisa que aqueles que mandam de forma mais ampla tomem providências e logo, porque o caso já é de vida ou morte, ou então que deixem quem tem interesse cuidar.
No Brasil, a maioria das praças esportivas estão com o estado, prática antiga e ultrapassada, que tal seguir o modelo dos Estados Unidos, Europa e Japão? Deixar na mão de quem é do meio, de quem tem interesse, a privatização poderia ser uma excelente alternativa.
Porque hoje, eu que moro aqui e conheço bem este autódromo , já vivi todas as suas fases do auge à destruição, sempre tenho um sentimento terrível quando entro aqui, de tristeza, decepção e porque não uma ponta de revolta.
Desculpem os amigos que vem de fora, por nossa casa não estar preparada para recebê-los, podem ter certeza que da minha parte, em minha profissão eu tenho me esforçado para as coisas melhorarem.