Fórmula 1 força a barra para saber até onde a estratégia vai.
Pra que me dizer se não é capaz? te pego na saída e vamos ver quem vai ficar Pra que me dizer se não é capaz? te pego na saída e vamos ver quem vai ganhar? Quem vai ganhar?
Acredito que além de testar, de fato, os motores e pneus nestas primeiras etapas do ano, a Fórmula 1 testará também os limites dos estrategistas diante das novas regras. Há muito tempo, a categoria máxima deixou de ser uma disputa apenas de carros e pilotos. Hoje, também, competem os computadores e as mentes brilhantes que pensam táticas a cada corrida.
Ou seja, Ross Brawn e companhia bela estão querendo saber até onde podem chegar na elaboração de suas estratégias. Estão estudando, claro, como os novos regulamentos afetam a performance dos carros - todos eles (os bólidos) - para a partir dai trabalhar em situações que podem ocorrer durante uma prova e como tirar vantagem disso.
À rigor, no Grande Prêmio da Austrália, algumas coisas foram testadas nesse sentido. Vejam as opções de corrida de Michael Schumacher, Felipe Massa, o próprio Jacques Villeneuve. E até Kimi Raikkonen. Mas, o finlandês numa situação diferente já que tinha uma estratégia e teve que mudar radicalmente depois do problema que teve na hora da largada.
Penso que depois da fase oriental da F-1 (ou seja: Austrália, Malásia e Bahrein), tudo volta ao normal na categoria. Todo mundo estará acostumado com as novas regras. Todo mundo vai ver que o bicho não é tão feio assim. E a estratégia, entenda-se paradas de box, voltará a decidir todas as provas. Como foi no ano passado. E no ano anterior. E no outro ano...
Mas, isso não quer dizer que a Ferrari vai ser campeã. Nem Schumacher. Vamos esperar.
A estrófe acima pertence a uma música da roqueira Pitty (excelente) chamada 'Emboscada'.