Insisto. E insisto. Minhas análises sobre corridas de automobilismo sempre se concentram no fator humano. Na atitude que os pilotos têm diante de seus desafios. A parte técnica dos carros é tão complexa que qualquer desculpa pode ser apontada para um mau resultado. E isso não está certo. Mas, chega uma hora em que o piloto nada pode fazer se a tecnologia não funcionar.
O tão comentado F2005, da Ferrari, não vai andar nada caso a Bridgestone não consiga fazer um pneu decente de competição. Aliás, sendo mais específico, não é exatamente esse o caso. A Bridgestone precisa adaptar perfeitamente sua borracha ao novo carro. Como já fez no passado. E parece que é exatamente isso que está sob suspeição pelos lados de Maranello.
Em Sepang, a Michelin deu um verdadeiro "banho" de competência na Bridgestone. E com pneu estourado e tudo. Aliás, esse é outro ponto que deve estar atormentando os pensamentos de Jean Todt e cia bela: tirar a vantagem que a Michelin já tem ao mesmo tempo em que a fábrica francesa está evoluindo também. A coisa pode se transformar no caso do cachorro correndo atrás do rabo. E, no máximo, alcançando.
Chato!
O Grande Prêmio da Malásia foi um dos mais horrendos, tediosos e sem emoção que já assisti na minha vida. A começar pelo treino de classificação de domingo que, simplesmente, não tem razão de ser. Não significa nada. Ninguém melhora. Ninguém arrisca. E a sessão vira um desfile de carros apenas. Deve ser bom para os patrocinadores das equipes, que aparecem mais, e só.
A primeira parte da corrida foi quase uma tortura. Aliás, demorou a passar demais. Como se eu estivesse sendo torturado nos porões do DOI-Code. Ou, então, em alguma prisão americana no Iraque. Na segunda parte da prova, quando os carros por conta das novas regras perderam competitividade, houve disputas e acidentes. Mas, pela falta de competitividade. Não confundir com o contrário.