Os pneus foram fundamentais no resultado final do Grande Prêmio da Espanha. A frase é óbvia. Tão óbvia quanto aquilo que aconteceu na pista. Mas, mesmo que Michael Schumacher não tivesse tido problemas com seus compostos de borracha, dúvido que seu carro conseguisse continuar competitivo até o final. Ou seja, muitos acham que ele poderia chegar mais à frente. Porém, penso que não. Apesar da estratégia correta.
Vou repetir: os pneus da Bridgestone não são compatíveis com o carro da Ferrari. O F2005 parece ser muito veloz. Talvez, mais rápido que o MP4/20 da McLaren. E olha que o modelo do Ron Dennis é um foguete. Ou seja, estou sendo educado para não partir para o popular: os pneus da Ferrari são um lixo! A Bridgestone está comprometendo o desempenho do time de Maranello e precisa reagir.
Começo a questionar o fato de a Fórmula 1 ter dois fornecedores de pneus para as equipes. A coisa está desequilibrada. Fica mais caro. E perde-se competitividade, que regras e regras tentam resgatar. Minha sugestão é que todo mundo adote os pneus Michelin, que todo mundo agradeça a Bridgestone pelos anos de dedicação e vamos para a próxima temporada todo mundo com o mesmo calçado.
Fernando Alonso e a Renault conseguiram aproveitar muito bem o início da temporada 2005. McLaren e Ferrari deram uma patinada. E o espanhol, que não tem nada a ver com isso, marcou o máximo de pontos que conseguiu. De 50 possíveis, Fernando Alonso conquistou 44. O piloto acumulou uma boa "gordura" e que vai demorar para queimar.
Ainda restam catorze provas para o final do campeonato. Então, 140 pontos estão em jogo. Muita coisa pode acontecer ainda. Em tese, até Patrick Friesacher pode ser campeão. Porém, Fernando Alonso precisa apenas manter uma média mínima e continuar pontuando nas próximas corridas. Seus adversários, por outro lado, precisam buscar vitórias e mais vitórias.