Acredito que o condicional tenha que ser levado em consideração em qualquer análise esportiva. Não sou daquele bando que insiste em dizer que o Se não existe no futebol, no basquete, na F-1, no volei, na peteca, no tênis de mesa e por ai vai...
Nada disso, isso é conversa dos fracos de argumentos e apaixonados exagerados. O Se deve ser levado em consideração para: 1) saber como as coisas aconteceram; 2) projetar o que pode acontecer. Não se trata de querer mudar o resultado...olha ai um argumento desfalecido.
Bem, alguns pontos a se considerar, diante disso, no Mundial de F-1:
- E se Kimi Räikkonen não tivesse enfrentado um problema no grid do GP da Austrália? O finlandês teve que largar dos boxes na última hora. Ou seja, teve que esperar o último carro passar com motor cheio para, então, começar a acelerar. E chegou em oitavo lugar.
- E se Kimi Räikkonen não tivesse enfrentado um pneu furado na Malásia? O finlandês teve completar um volta inteira em três rodas. Caiu para a última posição. Mesmo assim, numa recuperação digna de nota, cruzou a linha de chegada em nono.
- E se Kimi Räikkonen não tivesse enfrentado um problema no GP de San Marino? O finlandês conseguiu completar apenas treze voltas no circuito de Ímola. Foi obrigado a abandonar. Neste momento, já havia disparado e estava bem na frente do Alonso.
- E se Juan Pablo Montoya não tivesse quebrado o ombro e perdido duas corridas da temporada? Será que o Fernando Alonso conseguiria vencer tão facilmente as provas que ganhou?
- E se a BAR/Honda não tivesse sido punida por irregularidades em Ímola? Afinal, na pista, após a corrida, a direção de prova não puniu. Se a BAR estivesse em Barcelona e, sobretudo, em Mônaco será que Alonso marcaria todos os pontos que marcou?
O interessante é que não consigo encontrar um E se para a equipe Ferrari. A não ser o clássico: os pneus Bridgestone. Mas, ai, não se trata de um condicional e sim de competência (ou a falta dela). Realmente a fase do time de Maranello está ruim.