Antes de qualquer outra letra a ser escrita, quero dizer que me recuso chamar Kimi Räikkönen de "Homem de Gelo". Um cara que se diverte como ele fora do trabalho, participando de festas quentíssimas, tomando porres homéricos e frenqüentando bares com garotas de programa - todas nuazinhas - não pode ser chamado assim. Sobretudo por aqueles que não conseguem se divertir no trabalho. Ou fora dele.
Tem um grande amigo meu que acha que o Fernando Alonso não chega a 60 pontos no campeonato deste ano. Em tempo: o espanhol já tem 59. O meu camarada não acredita que Alonso tenha toda essa maturidade que estão propalando aos quatro ventos. Eu, de minha parte, não sou tão radical. Apesar de duvidar um pouco do espanhol. Acho que ele não chega a 70 pontos.
Deixa eu entender uma coisa com relação a alguns narradores, repórteres e comentaristas de Fórmula 1: Barrichello chegou em terceiro no Canadá. Um belo trabalho, sem dúvida. Mas, o brasileiro foi beneficiado pelas quebras de Fisichella, Alonso, Button, Trulli, Sato, Heidfeld e ainda a bandeira preta do Montoya. Ou estou enganado e ele ultrapassou esses caras antes de abandonarem.
Ainda para entender alguns narradores, repórteres e comentaristas de F-1: fosse o Villeneuve que chegasse ao pódio depois de quase a metade do grid ficar de fora da corrida, o fato seria tratado como um evento de exceção ou seria reverenciado por conta de uma grande corrida de recuperação? O fim das relações humanas e o início das guerras está no uso dos "dois pesos e uma medida".
Valentino Rossi venceu mais uma. Genial. Mas, tem gente que está reclamando. Que está acusando o italiano de ter um equipamento diferenciado. Ora bolas, ele tem um equipamento melhor porque merece. E ainda acho que o batalhão formado por pilotos da Honda tem motos muito melhores que a do Rossi. Mas, como sempre digo, posso estar errado. Devo estar.