A idade vai chegando e nossos sentidos vão sentindo peso do envelhecimento. Não enxergo tão bem quanto o ano passado. Nem escuto. Por isso, posso ter ouvido errado. Mas, não interpretado - já que meu cérebro ainda está na curva ascendente - mas Rubens Barrichello disse com todas as letras e, algum, orgulho que não trataria mais Schumacher como companheiro de time. E, sim, como um piloto qualquer.
Penso, da minha humilde posição de escriba que arrisca carregar seus textos com as cores da opinião, que Schumacher tenha sabido desta declaração de Rubens. Portanto, foi exatamente o que fez o alemão no GP dos EUA para cima de Barrichello. Tratou o brasileiro como um piloto qualquer. Aliás a manobra, apesar de alguns apedeutas acharem o contrário, foi absolutamente normal.
O que me causa estranheza é que Rubens Barrichello diz que vai tratar Schumacher como um piloto qualquer, o que nos leva a pensar que ele será competitivo e combativo, e depois acontece o que aconteceu e ele comenta que é "apenas um brasileirinho contra um mundo". Ora bolas, para não dizer outra coisa, que conversa é essa. Parece coisa de moleque.
Esse tal "mundo" já existia quando ele cunhou a primeira frase. Então, isso me leva a pensar que ele já sabia que não dava para tratar o Schumacher como um piloto qualquer. E pior: se obedeceu a Ferrari, depois de tudo o que aconteceu nos EUA e antes, ele realmente é um brasileirinho. Aliás Rubens, não use nossa nacionalidade de forma pejorativa. Eu sou brasileiro. Da próxima vez, use "pilotinho".
Um grande amigo meu acha que Rubens Barrichello naquele momento do GP dos EUA não devia ter encontrado com Schumacher na saída do pit. Ele deveria ter feito sua parte quando liderava, aumentado sua vantagem para o alemão, e estar no miolo do circuito quando o alemão saiu do pit. Na liderança, é claro. E eu também acho.