A chegada de Felipe Massa na Ferrari ao mesmo tempo que me deixa animado com relação ao futuro do bom piloto brasileiro, também me deixa preocupado. Talvez, eu esteja exagerando. Ou, então, estou com pensamentos imperfeitos na minha cabeça.
A próxima temporada marcará, em princípio, o último ano de Michael Schumacher na Ferrari. O contrato do alemão termina em 2006. Assim como os de Todt, Brawn e boa parte da equipe que fez da escuderia de Maranello a melhor do mundo nas últimas temporadas.
No ano que vem, depois do frustrante campeonato de 2005, Schumacher deverá exigir o máximo da Ferrari. Ou seja, um carro competitivo. Muito trabalho, muito comprometimento. O germânico, certamente, quer voltar ao seu ritmo normal de vitórias e de disputa pelo título.
Num cenário assim, Felipe Massa pode ficar numa situação delicada. Por que? Porque, como quase sempre aconteceu, todas as atenções devem se concentrar no alemão. E o próprio Schumacher deverá dar pouca chances aos adversários - por conta da vontade que deverá ter.
Por outro lado, se a Ferrari não conseguir desenvolver um carro competitivo, Massa também acaba ficando numa situação pouco confortável já que terá, a exemplo deste ano na equipe, que lutar para manter um nível mediano e com poucas chances de mostrar seu potencial.
Não há dúvida de que Felipe Massa tem a chance de sua vida na Fórmula 1. E, em qualquer dos cenários acima, o que ele tem que fazer é se dedicar ao máximo e pilotar no seu limite. A Ferrari, os brasileiros e os italianos gostam mesmo é de piloto combativo.