Durante muito tempo fui obrigado a escutar de alguns rubinistas, sennistas e (até) piquesistas de plantão, que existia na Fórmula 1 um complô orquestrado sabe Deus por quem para favorecer Michael Schumacher e a Ferrari. E, claro, prejudicar Rubens Barrichello.
São aquelas teorias de conspiração. Aliás, elas existem em vários campos da nossa vida moderna. A falta de argumentos de inconformados faz com que estes busquem explicações até no sobrenatural para certas situações. No caso da F-1, confesso que a Ferrari deu pano para manga.
Agora, desde o início da temporada 2005, tenho sido bombardeado com emails, comentários e conversas que sugerem outra conspiração. Mas, agora, contra a escuderia de Maranello. Não sei se eu deveria dar eco a isso. Porém, até que é divertido.
E levando-se em consideração que os americanos, pródigos na criação dessas teorias, expõe isso de forma global e massiva, como na trilogia de filmes Matrix ou no, mais recente, Sob o domínio do mal, acho que vou fazê-lo aqui sem culpa.
É o seguinte: a cúpula da Fórmula 1 pediu para a Ferrari dar um tempo. Tirar o pé. Parar de ganhar. As regras já mudaram várias vezes e a categoria continuava chata por causa do domínio rubro. Então, Bernie Ecclestone se reuniu com Montezemollo e acertou tudo.
A base que poderia, ou tentaria, provar a teoria: 1) a Ferrari atrasou a estréia do carro 2005; 2) os melhores pneus do mundo tornaram-se os piores; 3) a Renault, que por acaso está vencendo, havia ameaçado deixar a categoria; 4) o carro da Ferrari só piora.
Eu, particularmente, não acredito em nada disso. Houve uma evolução clara da Renault e McLaren. A Ferrari perdeu a mão no começo do campeonato e ficou muito para trás. Mas, acho também que o dinheiro resolve muita coisa dentro da F-1.