Todo mundo diz que Michael Schumacher vai se aposentar. Menos ele. E menos eu, também. O alemão, nos últimos anos, vem repetindo e repetindo que não pretende parar. Que ainda está competitivo. E que o que mais gosta de fazer na vida é guiar um carro de corrida.
Acho que o próximo desafio de Schumacher pode ser o recorde da longevidade. Para mim, ele tem que correr mais uns dez anos. E não me venham com essa ladainha de que o alemão não terá condições de acompanhar o ritmo dos outros com o passar dos anos.
Se não vejamos: o genial Mario Andretti foi campeão de F1 aos 38 anos. Depois, venceu a F-Indy com 44. E, no início desse século, correu as 24 Horas de Le Mans com mais de 60 anos. E por que? Porque o fenômeno ainda se achava competitivo dentro das pistas.
O lendário Juan Manuel Fangio, que nove entre dez comentaristas usam para exemplificar a genialidade nas pistas e de como era difícil guiar nos anos 50, conquistou seu pentacampeonato com 46 anos. Naquele tempo era diferente...dirão os apedeutas. Com certeza, bem mais perigoso.
Na espetacular NASCAR, os exemplos de pilotos com mais de 40 anos (ou até mais de 50) são inúmeros. Ahhh, mas lá é diferente...dirão os apedeutas. Claro, tente você guiar um carro de turismo, de 1 tonelada e meia, num oval com média horária de 280 km/h.
Eu, sinceramente, não gostaria de ver Schumacher parando. Pelo menos, tão cedo. Ele é um símbolo muito forte na F1. Uma referência inigualável. Tenho certeza de que a categoria não será tão legal assim depois que o alemão pendurar as sapatilhas.