Bom, chega a hora de trabalhar. As festas já terminaram. Todo mundo já comeu peru, rabanada, arroz de Braga, farofa e leitoa. Além disso, todo mundo já comeu lentilha, vestiu branco, usou roupa nova e pulou sete ondinhas. Chega a hora de trabalhar.
Rubens Barrichello, devidamente cadastrado como funcionário da Honda, tem mais uma semanazinha de folga. Pelo menos dos testes de pista. Porém, na próxima semana, o brasileiro senta pela primeira vez no cockpit de seu novo carro. E começa uma nova fase na F1.
Não tenho dúvida de que o novo desafio será enriquecedor para Barrichello. Uma nova equipe. Um carro diferente. A Honda vai ganhar muito também. A experiência acumulada de Rubens na Ferrari tem um valor, digamos, incalculável.
Tenho certeza de que os bólidos da Honda terão um salto de qualidade considerável. Senão vejamos um exemplo: a chegada de Ralf Schumacher e Jarno Trulli na Toyota foi providencial. O carro do time japonês ficou bem mais competitivo em 2005.
Claro que Barrichello não trabalha sozinho. E, ainda, depende do bom desempenho de terceiros. Quero dizer que se os engenheiros não correspoderem às expectativas, o piloto não faz mágica. O carro deste ano precisa nascer bom. Consertar durante o ano é muito ruim.
Mas, a competência dos japoneses é comprovada. Além disso, a equipe está comandada pelo construtor de vitórias Gil de Ferran. São ingredientes de alta qualidade. Some-se também a habilidade de Barrichello e a vitalidade de Jenson Button.
Ao que parece, a Honda também saiu na frente com relação ao projeto do motor V8. Lembrando que, neste ano, todos os carros serão obrigados a usar esse novo propulsor. Um dos argumentos que levou Rubinho a deixar Maranello foi o projeto V8 dos orientais.