Em princíio, achei que o rendimento do carro de Michael Schumacher na última corrida do ano em Ímola - GP de San Marino - caiu muito logo após o 1º pit stop da Ferrari. Por isso, Fernando Alonso chegou fácil com seu Renault e transformou-se no piloto mais rápido da pista.
Porém, alguns tentam me convencer (e confesso que estou quase convencido) de que não foi bem assim. Schumacher diminuiu o ritmo de seu carro deliberadamente para manter Alonso atrás e induzi-lo ao erro. E o alemão conseguiu as duas coisas.
Se for assim, o potencial do carro de Ferrari é enorme. Se a equipe de Maranello conseguir aumentar o nível de confiabilidade do modelo e dos pneus ganhará outras corridas neste ano. E certamente um dos seus pilotos disputa o título. Provavelmente Schumacher.
Porém, se o alemão deseja mesmo seu oitavo título na categoria máxima enfrentará um problemão pela frente. Ou melhor, dois. Primeiro a velocidade e confiabilidade do carro da Renault. Segundo, a boa vantagem de pontos que Alonso acumulou no início da temporada.
Supondo que Michael Schumacher vença as próximas oito corridas do calendário e Alonso fique em 2º lugar (algo possível diante da constância do espanhol), só mesmo na oitava prova Schumacher conseguirá superar Fernando na tabela de pontos.
Evidentemente, isso é uma situação imaginária. Possível, mas muito difícil de acontecer. Serve apenas para ilustrar o quão bem Fernando Alonso está no campeonato deste ano. Seguindo firme na direção de seu bicampeonato do mundo.