Edição 119 - Outubro/2005
Eu beijo, tu beijas, nós beijamos. Roger Gobeth e Juliana Silveira contam segredos e revelam truques para você
O coração acelera, você começa a suar frio, não consegue controlar as palavras, o corpo treme todo. Calma, você não está tendo um piripaque. Essas são as sensações mais comuns de quem está prestes a dar o primeiro beijo. Tudo normalíssimo! Tão normal que até o fofo Roger Gobeth, o Frederico de Floribella, sentiu: “Meu primeiro (beijo) foi uma coisa tão especial... Ao mesmo tempo em que eu estava esperando muito, ansioso para que acontecesse, também foi num momento que eu nunca pensaria que seria. Foi com 12 anos. Eu fazia umas viagens com a minha família e fomos acampar em Arraial do Cabo. Conheci a menina lá, no camping”. 
 
A Juliana Silveira, que vive a Flor na novela da Band, também confessa que adorou o primeiro beijo: “Achei o máximo. Pensei: ‘Ah! É assim que se beija?’ Foi com um menino que eu era apaixonada. Ele ficou comigo a primeira vez, depois a gente namorou por um mês e pouco. Eu tinha 13 para 14 anos”. Com tantas histórias legais como a da Ju e a do Roger, é impossível não idealizar o primeiro beijo, ainda mais quando vemos os dois em Floribella, interpretanto um verdadeiro conto de fadas. Mas uma coisa é certa, quanto mais natural rolar, melhor. O gatíssimo Roger está aí para confirmar: “A gente sempre fica sonhando muito, imaginando como é que vai ser e no momento que acontece, você pensa: ‘Ai! Caramba! Tô beijando!’”. Ui, chega a dar frio na barriga. A verdade é que aqueles minutos (ou mesmo segundinhos) arrebatadores são capazes de fazer qualquer uma esquecer do mundo.
Melhor, impossível
Por que será que beijar é tão bom? Vamos à explicação científica. Ao beijar, a pessoa libera neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo) capazes de provocar uma sensação de leveza, que pode ser sentida tanto no nível físico quanto no emocional. Provavelmente você já deve ter ouvido falar de química do beijo. Funciona assim: duas pessoas se beijam, enquanto isso, a hipófise, o tálamo e o hipotálamo, que ficam no cérebro, trabalham juntos e liberam essas substâncias. É preciso que o casal esteja em total sintonia, apaixonado e realmente a fim de curtir o momento, para que essa química funcione. Agora esqueça todos esses nomes complicados e pense apenas na situação: você frente a frente com o menino dos seus sonhos, prontos para se beijarem. Além do ato em si, vocês vão poder sentir o cheiro do outro, olhar nos olhos, sentir o gosto e tocar uma das partes mais sensíveis do corpo. Isso mesmo, os lábios são uma das regiões mais sensíveis do corpo, cheia de terminações nervosas e com uma grande circulação sangüínea.
Conquiste-o pela boca

Vocês já trocaram olhares, deram sinais de que estão a fim um do outro e de que estão prontos para uma aproximação. Ou seja, estão passando da paquera para algo mais. Que vai rolar beijo, você tem certeza, só não sabe se ele vai gostar. Cá entre nós, essa não é a parte mais difícil, afinal, já conseguiu atrair o gatinho. E olha que as meninas têm suas artimanhas para fazer qualquer um cair em suas garras – pelo menos é o que pensa nosso amigo Roger Gobeth: “Elas passam a vida inteira fazendo com que nós, homens, pensemos que nós é que escolhemos. Mas não. Quando a menina é mais jovem, não tem noção ainda do poder que ela tem, mas já faz bem o jogo da sedução”. 

Da novela para a vida real
A Juliana Silveira conta que tem o bom humor e o jeito estabanado da Flor, mas no geral são bem diferentes. “Ela é mais otimista, tem uma visão mais romântica das coisas. Acredita realmente em príncipe encantado, num homem perfeito que vai chegar num cavalo branco.”

As regrinhas básicas do Roger: “... relaxe, curta, porque com certeza por mais que você esteja esperando, vai ser um momento muito especial e o exato momento do beijo vai te pegar de surpresa”

Roger X Juliana
Beijo bom é quando...
Ele: “É bom para os dois.”
Ela: “Acho que é o beijo de quem a gente ama. Beijo roubado também é muito bom.”



Existe beijo ruim?
Ele: “Existe. Tem gente que demora um pouco mais para entender que, quando você fecha os olhos e beija uma pessoa, você está fazendo um carinho. Não é simplesmente um ato mecânico de ‘beijar é abrir a boca e mexer a língua’.”
Ela: “Existe. Tem menino que não beija de língua, não sei por quê. Tem menino que baba demais. Aiiii! Não dá. Ou então que abre muito a boca que parece que vai te engolir...”

Confira a entrevista completa na todateen de outubro, que já está nas bancas.


Entrevista: Fátima Telles
Texto: Gabriela Besson
Fotos: André Wanderley

 


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