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Edição 121 - Dezembro/2005 |
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“Eu quero ser top” |
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A carreira pede preparação, força de vontade e sacrifícios. Veja como chegar lá!
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Assim como qualquer profissão, ser modelo requer atributos e habilidades específicas. Mas, além de um rostinho lindo e um corpinho enxuto, é preciso investir e se dedicar à carreira. A modelo Michelle Alves, que está na abertura da novela Belíssima, da Globo, lembra: “Primeiro, você tem que ter consciência de que modelo é profissão e que tem que trabalhar sim!”.
E como dar o primeiro passo em busca desse sonho? A top conta que foi com a mãe a todas as agências de São Paulo. Só depois de conversar e conhecer pessoas, investigar com outras modelos e até fotógrafos, é que escolheu a agência. Ela dá a dica nessa hora: “Nunca assine contratos por mais de um ano e muito menos sem ler ou dar a algum advogado ou outra pessoa que poderá explicar o que está escrito. Em um ano, você poderá saber se aquela agência é boa ou não para você”. A agência da Michelle é a IMG.
É claro que nada vai cair do céu, por isso, não desanime ao ouvir os primeiros “nãos”. “Aqui no Brasil foi muito difícil no começo. Quando despontei no exterior é que comecei a trabalhar no Brasil”, revela Michelle Alves. Pois é, as portas só se abriram para ela depois de batalhar muito, e olha que beleza nunca foi problema pra essa linda mulher.
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| “Me dá uma força, mãe!” |
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Sentir-se insegura no início é supercomum. Por isso, ter alguém ao seu lado é muito importante. Na maioria dos casos, é a própria mãe quem acompanha a garota, adotando o sonho da filhota como se fosse seu. “Minha mãe me acompanhou na minha primeira viagem e isso foi muito importante pra mim. Me deu segurança e suporte emocional”, diz. Nessa época, Michelle tinha de 15 para 16 anos e preferiu terminar os estudos. “Quando voltei a trabalhar eu já tinha mais de 18 anos, eu já sabia como as coisas funcionavam e foi bom eu estar sozinha porque eu amadureci. Mas eu sempre telefonei pra minha casa”, confessa. Na opinião da Michelle, as meninas que começam a carreira antes dos 16 anos devem ter acompanhamento integral dos pais.
E por falar em sacrifícios, não vai dar pra fugir das exigências na hora da alimentação e da malhação: “Você tem que manter certas medidas, porque senão as roupas não vão servir (manequim 36-38). É um down da nossa profissão”, lamenta Michelle.
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| Desejo de criança ou sorte do acaso? |
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Há quem sonhe com as passarelas desde pequena e aposte todas as fichas para concretizar esse objetivo. No entanto, muitos modelos descobrem a carreira, ou melhor, são descobertos por acaso. Tudo é uma questão de talento, beleza, perseverança e, o mais importante, oportunidade.
Com o gato Edgar Graça Mello, 21 anos, foi mais ou menos assim: “Eu estava numa festa e conheci o diretor da minha agência do Rio de Janeiro, que é onde eu moro. Ele gostou de mim, eu fiz umas fotos e começou por acaso. Em um mês de trabalho, eu já estava em Paris fotografando, e aí eu vi que dava certo, que eu levava jeito”.
Modelo há pouco mais de dois anos, Edgar já acumula outras viagens internacionais: “Fiquei três meses e meio morando na Europa e fui pra Nova Iorque também”, conta. Se ele gosta do que faz? “Não é uma coisa que eu pensei pra mim desde pequeno, mas ultimamente eu estou curtindo muito. Foi por acaso, e eu acho que as coisas por acaso são mais gostosas”, declara.
Já com a modelo Ana Hartmann, 23 anos, a história foi um pouco diferente: “Desde pequena, eu vivi em função disso. Só que eu nunca levei muito a sério porque eu estava estudando. Quando parei de estudar, vim pra São Paulo e aí eu comecei de verdade a ser modelo”, revela. Gaúcha de Novo Hamburgo, ela conta que no início tudo é novidade, mas as dificuldades sempre pintam: “No começo é tudo muito bom, mas aí tu vai vendo que as coisas não são fáceis... ficar longe da família e receber um monte de ‘não’. Não ter ninguém pra ganhar colo de vez em quando...”
Além disso, é preciso estar preparada, faça chuva ou faça sol, para encarar o dia-a-dia do mundo fashion: desfiles, fotos, maquiagem, cabelo, troca-troca de roupa: “Às vezes, é complicado. Você fica muito estressada com isso. É como tudo: também tem seu lado ruim”, comenta Ana.
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texto: Gabriela Besson
Fotos: Jairo Goldflus / Márcia Lourenço
Rodrigo Petterson / AgNews
Luis Gonçalves
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