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Edição 134 - Janeiro/2007 |
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Proclamação das repúblicas |
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O que rola quando uma galera mora junto, longe da casa dos pais
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Uma grande parte dos vestibulandos que entra na faculdade encontra um outro desafio: se mudar da casa dos pais e se virar na cidade que será o seu lar nos próximos anos. E é assim que nascem as repúblicas, os apês ou casas onde moram estudantes que dividem contas, responsabilidades e, é claro, momentos muito divertidos. E morar longe dos pais provoca muitas transformações na vida do estudante, como acontece com as universitárias Licínia (22 anos), Fernanda Bragheto (21) e Fernanda Fabrini (22), que atualmente estudam na Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Bauru, SP. “A gente tem outra vida, com outras responsabilidades. A casa dos pais tá sempre limpinha, a geladeira cheia...”, diz Licínia, que é de Ribeirão Preto, SP, assim como as outras amigas de república.
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| Guerra ou paz? |
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Imagine conviver com pessoas que você não conhece, com estilos e manias diferentes. Difícil, certo? E é mesmo, quando a galera desrespeita quesitos básicos, como a privacidade do próximo. Muitas repúblicas não dão certo por uma série de desentendimentos que vão se acumulando e tornam o ambiente insuportável, tipo Big Brother em dia de paredão. Um exemplo é a república das “Fer” e da Li, que não nasceu com essa formação. Outras meninas moravam com a Fer Bragheto e a Licínia, mas não estava dando muito certo, então elas foram embora e a outra Fer resolveu morar com as duas. Segundo as garotas, que se dão superbem, o segredo é ter bom senso para que todas convivam em paz. Nada de regras duras em relação à limpeza e outras tarefas próprias de uma casa, mas também cada uma deve fazer a sua parte. E aí, sobram motivos para a amizade crescer e muita coisa engraçada acontecer...
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Na ficção
Vários programas já retrataram o dia-a-dia de universitários. Atualmente, em Alta Estação, dá pra conferir um pouquinho do que acontece na vida de uma galera que estuda no Rio de Janeiro. É claro que a vida real tem lá suas diferenças em relação à ficção, mas algumas situações acontecem mesmo. Fora que os personagens têm muito a ver com os amigos que você tem (ou ainda terá) na faculdade, como a agitada Flávia (Lana Rodes) ou o galinha Eduardo (Daniel Aguiar). |
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Festa e cia.
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“A gente adora chamar os amigos para almoçar, ver DVD”, diz Fernanda Bragheto. Esse tipo de coisa, que pra quem mora com os pais exige pelo menos um aviso antecipado, é um dos pontos positivos em morar numa república. A galera aprende a ser mais dona de si e arcar com as responsabilidades até mesmo na hora de se divertir. “Antes, a gente ia a festas bem mais cedo, agora a gente sai de casa às 11 horas, meia-noite, e também com mais freqüência”, diz Fernanda Fabrini. E, é claro, como no outro dia tem aula, cabe a cada um definir até que ponto a diversão pode se estender para não atrapalhar os estudos.
Foto ao lado: Da esquerda para a direita - Fernanda Fabrini, Licínia e Fernanda Bragheto
A fórmula
Sempre bem-humoradas, as meninas garantem que não rola estresse entre elas. Pra manter a amizade assim, duradoura, mesmo com coisinhas chatas do tipo faxinar a casa, as três revelam qual é a fórmula para tudo dar certo: “A gente pode ser muito diferente uma da outra, mas se não tiver afinidade e não for bem-humorada não dá”, diz Licínia. Já a Fer Fabrini dá outro toque legal: “Tem que saber ceder e saber fazer as pessoas cederem também”. A Fer Bragheto acha importante ter “tolerância, paciência e também respeitar os limites do outro”. E, se for preciso morar em república por mais tempo, além da faculdade? Todas dizem que sim, claro!
Leia mais sobre repúblicas na todateen de janeiro, que já está nas basncas!
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Texto: Liliane de Lucena
Fotos: Carlos Hinke e Munir Chatack/divulgação Record
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