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Edição 158 - Janeiro/2009 |
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Para 2009 |
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por Cecília Dassi
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Vou falar um pouco das minhas expectativas pra esse ano que começa agora. Em relação ao mundo, paz. Muita paz. Amor, consciência de que ninguém tem direito de fazer mal a nada nem a ninguém e a capacidade de se colocar no lugar do outro nem que seja só um pouquinho ajudariam tanto. E quando eu disse “nada” me referi à natureza. Espero que esse novo presidente dos Estados Unidos tenha mais comprometimento com o ambiente, e não a postura burramente egoísta que seu antecessor tinha. Sim, porque ele tava crente que tava abafando construindo a economia dele em cima da poluição e destruição que custasse, como se isso fosse uma grande prova de inteligência. Isso vai prejudicar o mundo INTEIRO, e que eu saiba ele não mora na Lua ou em Júpiter, né? Derretimento das calotas polares, efeito estufa e buracos na camada de ozônio vão influenciar, e muito, na vida de todos inclusive na dele. Espero, e acredito, que Obama tenha essa noção. Em relação à violência, espero realmente que as coisas mudem completamente. Tudo precisa mudar. Não entrarei aqui em méritos políticos relacionados ao que deve ser feito pra que essa situação mude e tudo mais, mas o fato é que as coisas estão de cabeça pra baixo, os valores completamente invertidos e a vida das pessoas valendo menos que uma bala Juquinha. E o que posso fazer quanto a isso, especificamente? Posso fazer campanhas de doação de donativos às vítimas de enchente, posso fazer campanha de doação de sangue, posso fazer campanha de cuidado à natureza... mas fazer campanha contra a violência? Dizer que não se deve matar ninguém, que não se deve ir à boate e sair dando cotovelada em alguém só porque esse alguém sem querer esbarrou em você, que não se deve roubar nem assaltar ninguém...!? Não existe isso...
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Se alguém tem coragem de fazer esse tipo de coisa, não acho que minhas palavras vão mudar alguma coisa na vida dele. Talvez eu possa fazer um trabalho voluntário com crianças carentes, aulas de teatro ou coisas do tipo, mas isso quando eu tiver mais preparo, afinal de contas nunca nem fiz um curso de teatro, tenho só experiência mesmo. Talvez eu possa oferecer meus serviços de psicóloga, utilizar a terapia pra tentar evitar que crianças que crescem vendo os pais traficarem não sigam o mesmo caminho ou praquelas que vêem os pais super honestos serem assassinados na sua frente não se tornem revoltados e vingativos. Mas pras duas coisas preciso de formações, de bases, estruturas que hoje em dia não tenho, infelizmente. Hoje, só posso ser uma cidadã de bem, que cumpre com os deveres e tenta passar esses valores pra quem está por perto.
Quanto a mim, trabalho. É isso que quero pra esse ano, me dedicar ao meu trabalho. Quando a novela acabar, se eu não tiver ainda alguma outra coisa em vista tipo teatro ou cinema (coisas que quero muito fazer, mesmo!), procurarei algum curso de teatro pra ter uma formação concreta e aquilo tudo que só a experiência não me trouxe.
Até mês que vem!
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Texto: Cecília Dassi
Fotos: Tony Andrade/AgNews
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