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A
Seleção Brasileira masculina estréia hoje nas finais da Liga Mundial em busca de
moral. Além de adquirir mais confiança para as próximas competições, Copa América,
em agosto, em São Bernardo, e Olimpíada de Sydney, em setembro, os jogadores querem
conquistar o bicampeonato da Liga (foram campeões em 1993) e dedicar ao eterno amigo e
capitão Carlão. O atleta, símbolo do Brasil, pediu dispensa na semana passada em
função de uma hérnia de disco torácica.
A Seleção enfrenta às 15h30 (de Brasília) a equipe da Holanda, que na
fase de classificação foi a última colocada do grupo, que contava ainda com Rússia,
Cuba e França. Os holandeses só garantiram participação nas finais por serem o país
sede do evento.
Os outros jogos da rodada são entre Estados Unidos e Itália e Rússia e
Iugoslávia. Os italianos defendem o título e buscam pela oitava vez, em dez edições
da competição, a medalha de ouro. Porém, até o momento, o time de Andrea Anastasi
tem feito uma campanha discreta. Foi apenas a segunda colocada do grupo A, atrás da
Iugoslávia.
O título da competição e o prêmio de US$ 500 mil serão disputados no
dia 16 entre as duas melhores seleções desta última fase. Os cubanos, campeões da
Liga em 1998, foram os terceiros colocados do grupo B e ficaram pela primeira vez na
história fora das finais.
O retrospecto é inteiramente favorável aos brasileiros no confronto com a
Holanda. Os holandeses, campeões olímpicos em Atlanta, em 1996, amargam resultados
negativos nos últimos três anos e ainda buscam vaga para os Jogos de Sydney.
Na era Radamés Lattari, desde 1997, os brasileiros venceram 11 vezes,
perdendo apenas um amistoso em 1997 e nas quartas de finais da Liga Mundial em 1998,
ambas por 3 a 2. ‘‘Mesmo assim, precisamos jogar bem porque eles têm um ataque
muito forte e um levantador excelente’’, observou Nalbert.
O Brasil vai começar jogando com o levantador Maurício, o oposto Max, os
ponteiros Dante e Nalbert, e os meios-de-rede Douglas e Gustavo. Kid é o líbero. A
Holanda deve atuar com Blangé, Goertzen, Nummerdor, Van de Goor, Van de Horst, Dieleman
e Kooistra de líbero. |
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A Seleção Brasileira inicia hoje os treinos para os jogos com
Paraguai, dia 18, e Argentina, dia 26, duas partidas importantes para a classificação
da equipe à Copa do Mundo de 2002. O grupo vai ficar 15 dias em Foz do Iguaçu-PR, no
mesmo hotel que hospedou a delegação durante a disputa da Copa América do ano
passado. França e Edmílson, do São Paulo, se apresentam hoje.
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O italiano
Valentino Rossi, que largou na quarta colocação com Honda, conquistou ontem o Grande
Prêmio da Inglaterra de Motovelocidade, a nona etapa da categoria 500 cc, com o tempo
de 52min37s246. O brasileiro Alex Barros, também da Honda, que havia sido o pole
postion pela terceira vez na temporada, insistiu com os pneus para pista molhada,
perdeu posições e terminou na 14ª colocação.
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O ciclista Murilo Fischer, 21, venceu ontem a 57ª edição da prova 9 de Julho,
disputada no Parque Villa Lobos, no Alto de Pinheiros (zona oeste de São Paulo). A
vitória na categoria Pro Elite, além de render uma premiação de R$ 2.000,00, valeu
a classificação do ciclista para a Olimpíada. Fischer completou o percurso de 80 km
em 1h48min19s.
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Por meio de uma
cobrança de falta, no último minuto do jogo, o Cruzeiro conseguiu virar o placar e
conquistar o título da Copa do Brasil, ontem à noite, no Mineirão. O São Paulo
havia aberto o placar da partida também de falta. Após conquistar o título do
último Paulista sobre o Santos explorando justamente as jogadas de bola parada, o São
Paulo acabou levando a pior desta vez.
O atacante Geovanni foi o autor do gol que deu o tricampeonato ao Cruzeiro,
aos 45min do segundo tempo, cobrando uma falta que ele mesmo havia sofrido, após ser
puxado por Rogério Pinheiro quando ia livre rumo ao gol. O são-paulino foi expulso.
Como prometera o técnico Marco Aurélio, o Cruzeiro iniciou o jogo de
ontem na ofensiva, tentando pressionar o São Paulo, embalado pela torcida mineira, que
havia recebido 35 mil apitos na entrada do estádio. O São Paulo, com uma novidade em
sua escalação - Edu entrou no lugar do atacante Sandro Hiroshi -, tentava explorar os
contra-ataques rápidos. O Cruzeiro levava perigo à defesa são-paulina principalmente
nas jogadas de Jackson e Ricardinho com Oséas e Geovanni.
Percebendo o risco que corria, o São Paulo não demorou para reforçar
ainda mais a marcação, levando o jogo a ficar concentrado no meio-de-campo a partir
dos 10min do primeiro tempo.
Como a partida se mostrava violenta, com quatro cartões amarelos em apenas
18 minutos, o São Paulo passou a apostar nas bolas paradas para tentar chegar ao gol.
Aos 20min, cobrando falta da direita, Marcelinho deu um susto no goleiro André, do
Cruzeiro. Logo em seguida, cabeceando uma bola de escanteio, Rogério Pinheiro repetiu
a dose.
O Cruzeiro respondeu, também em dose dupla, na seqüência. Oséas por
pouco não abriu o placar em um ataque rápido. Na defesa, o goleiro Rogério se chocou
com o zagueiro Edmílson e os dois discutiram em campo, enquanto Geovanni
desperdiçava a segunda chance consecutiva. A melhor chance cruzeirense na
partida, no entanto, viria com um chute de Jackson da pequena área, pouco à frente do
goleiro Rogério, que desviou a bola com o pé direito. A bola bateu na trave e voltou
para Ricardinho, que estava desequilibrado e, mesmo com o gol vazio à sua frente,
acabou chutando para o alto.
Sem se intimidar, o São Paulo procurou se impor também ofensivamente,
utilizando Raí como seu terceiro atacante. Invertendo os papéis no segundo tempo, os
são-paulinos passaram a tomar a iniciativa do jogo, enquanto os cruzeirenses
exploravam os contra-ataques. Ambos não se descuidavam da defesa.
O Cruzeiro quase superou a defesa adversária aos 17min, em ataque puxado
por Jackson, que viu Marcos Paulo vindo de trás, em velocidade, e tocou a bola para
ele. Bem posicionado, Rogério espalmou o chute forte do volante. Em uma falta à
direita da entrada da área, aos 21min, Marcelinho abriu o placar para o São Paulo,
cobrando com um chute de efeito. A bola fez uma curva, sem que cruzeirenses e
são-paulinos conseguissem interceptá-la, e entrou perto da trave direita do goleiro
André, que caía pela esquerda. No momento do gol, Müller havia acabado de entrar em
campo, substituindo Jackson.
Diante da necessidade de fazer dois gols para chegar ao título, o técnico
Marco Aurélio optou por tirar o lateral Rodrigo para a entrada do atacante Fábio
Júnior. Em seguida, sacou o lateral Sorín para a entrada do meia Viveros.
A alteração tática do técnico Marco Aurélio surtiu efeito. Fábio
Júnior, após receber de Müller na área, empatou. Faltavam dez minutos para terminar
a partida.
Levir Culpi, treinador são-paulino, adotou, então, a tática inversa,
substituindo o atacante Edu pelo meia defensivo Fabiano. Em seguida, saiu Alexandre
para a entrada de Axel.
Geovanni teve chance de virar o placar aos 42min, quando ia sozinho rumo ao
gol, após superar Rogério Pinheiro, mas foi derrubado. Na cobrança da falta frontal,
chutou entre as pernas dos jogadores da barreira do São Paulo.
O São Paulo teve chance de empatar logo em seguida, mas Cléber tirou a
bola da linha de gol após rebatida do goleiro André.
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A perda do título da
Copa do Brasil para o Cruzeiro, ontem, no Mineirão, evitou uma queda-de-braço entre o
técnico Levir Culpi e a diretoria do São Paulo.
Contrariando os dirigentes, o técnico planejava poupar os seus principais
jogadores na Copa dos Campeões, que os são-paulinos começarão a disputar a partir
de quarta-feira, caso voltasse de Minas Gerais com uma vaga garantida na
Libertadores-2001.
Como o objetivo não foi alcançado, Levir Culpi terá de obedecer a ordem
dos dirigentes paulistas, cancelando a folga dos atletas para tentar se garantir na
Libertadores vencendo a Copa dos Campeões. Ontem, antes da partida, o diretor de
Futebol José Dias havia dito que o clube usaria os titulares, mesmo se vencesse a Copa
do Brasil, confirmando decisão tomada por Paulo Amaral, presidente do São Paulo.
Culpi havia inscrito 30 jogadores, incluindo juniores, na Copa dos Campeões.
Sua idéia era minimizar o desgaste provocado pela maratona de jogos que o
time tem enfrentado, poupando os titulares para os outros campeonatos que ele via como
mais importantes neste semestre. Desde 15 de janeiro, quando estreou no Torneio
Constantino Cury, o São Paulo já fez 42 jogos.
A primeira partida da equipe na Copa dos Campeões será contra o Vitória,
em Maceió. França e Edmílson, na Seleção Brasileira, não participarão do jogo.
Os dois não devem retornar ao clube. Edmílson foi negociado com o Arsenal
(Inglaterra). França deve ter a sua venda anunciada esta semana. Ele interessa à
Fiorentina, da Itália, e ao Paris Saint-Germain, da França.
O diretor de futebol são-paulino disse que não marcou uma nova data para
a apresentação de Edmílson ao Arsenal. Hoje, ele deveria estar em Londres para fazer
exames médicos, mas preferiu se apresentar ao técnico da Seleção, Wanderley
Luxemburgo, que o convocou pela primeira vez.
Segundo Dias, assim que o jogador assinar contrato com o time inglês, o
zagueiro César, do Paris Saint-Germain, se apresentará ao São Paulo. ‘‘Nós já
acertamos até o salário do César”, declarou o dirigente.
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A
Gaviões da Fiel, maior torcida uniformizada do Corinthians e que costuma fazer
prevalecer suas vontades - nem sempre de maneira pacífica -, exige e o clube e o seu
patrocinador vão fazer o possível e o impossível para atendê-la: contratar o
técnico palmeirense Luiz Felipe Scolari.
Scolari passou a ser prioridade no Parque São Jorge. O sonho de ter o
polêmico e vitorioso treinador é antigo. Passou a ser idéia fixa na cabeça dos
dirigentes do Corinthians e da Hicks Muse depois da eliminação da Libertadores da
América pelo arquiinimigo Palmeiras, de Scolari.
‘‘Aqui no Parque São Jorge ninguém contesta a força da Gaviões da
Fiel’’, diz um dos assessores de Alberto Dualib, presidente do clube. ‘‘E ela
quer Felipão’’, avisa o assessor, pedindo para não ter seu nome revelado.
José Roberto Guimarães, diretor da Hicks Muse, conta com a amizade que
tem com o técnico para convencê-lo a mudar de parque. Caso o Palmeiras não conquiste
o bi da Libertadores da América, a missão será facilitada. Com a vitória do
Palmeiras, Scolari certamente vai querer ficar no clube para tentar a conquista do
Mundial de Tóquio, no final do ano.
José Roberto Guimarães vai oferecer R$ 200 mil mensais para Scolari. Se o
treinador exigir mais, a Hicks Muse está disposta a dar. Se o dinheiro da Hicks Muse
não for suficiente para tirar Scolari do Parque Antártica, o Corinthians vai insistir
com Carlos Alberto Parreira, o segundo treinador na lista de prioridades da Hicks Muse.
O nome de Oswaldo Alvarez está praticamente descartado.
O diretor de Futebol do Corinthians, Carlos Nujud, diz que é possível o
anúncio do novo nome mesmo durante o feriado prolongado. ‘‘Nossa idéia é definir
o novo treinador antes da apresentação da equipe, na segunda-feira’’, afirma o
dirigente.
REFORÇOS
O volante Vagner, que está emprestado ao São Paulo e pertence à Roma,
pode ser anunciado em breve como novo reforço do Corinthians. A negociação está
adiantada com o clube italiano, que quer US$ 4 milhões para liberar o jogador.
A diretoria do Corinthians nega, mas já está procurando um goleiro para
substituir Dida. O diretor do clube, Carlos Nujud, não quis falar sobre possíveis
nomes para substituir o goleiro da Seleção Brasileira. No entanto, uma forte
possibilidade poderia ser a transferência do goleiro Rogério, do São Paulo, para o
Parque São Jorge.
O jogador nega estar pensando em trocar de clube. ‘‘Estou bem aqui no
São Paulo e tenho contrato até 2002’’, disse o jogador após o treino de ontem.
Rogério diz negociar pessoalmente todo e qualquer negociação envolvendo seu passe.
O lateral esquerdo André Luís está retornando ao Corinthians. Entre o
clube e o jogador está tudo praticamente certo e apresentação do novo reforço vai
acontecer após o Corinthians anunciar o nome do novo treinador.
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Mais
uma vez sem resultados expressivos em Wimbledon, o tênis brasileiro contou com uma
grande “ajuda” do torneio na Copa Davis. Ontem, enquanto toda a equipe brasileira
já treinava na Austrália para o confronto contra a equipe local pelas semifinais da
Davis, a partir da próxima sexta-feira, os rivais comemoravam títulos ou ainda
disputavam finais nas quadras de grama do torneio inglês.
Além dos bons resultados dos rivais, a tradicional chuva da Inglaterra
também ajudou o Brasil, retardando em mais de quatro horas o fim da participação de
dois tenistas australianos em Wimbledon - Patrick Rafter e Lleyton Hewitt.
Além disso, Mark Phillippoussis, que foi até as quartas-de-final, ficou
com o joelho esquerdo inflamado depois de sua participação no torneio e foi cortado
da equipe de seu país na Davis.
O técnico do time australiano, John Newcombe, quer chamar Todd Woodbridge
para substituir Phillippoussis, mas pode enfrentar problemas, já que Woodbridge
afirmou que tem compromissos particulares no próximo final de semana.
Contra o Brasil, nas simples, a Austrália deve escalar Patrick Rafter e
Lleyton Hewitt, que hoje estavam nas quadras.
O primeiro disputou e perdeu ontem a final de simples para Pete Sampras.
Já Hewitt, jogando com a belga Kim Clijsters, foi derrotado na decisão das duplas
mistas pelos norte-americanos Donald Johnson e Kimberly Po.
Anteontem, foi a vez da dupla australiana Todd Woodbridge e Mark Woodforde,
a melhor do mundo, disputar uma final de Wimbledon. Os australianos venceram o
holandês Paul Haarhuis e o australiano Sandon Stolle.
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Enquanto aguarda
uma definição, se participa ou não da Copa dos Campeões, o Santos corre atrás dos
reforços solicitados pelo técnico Giba, a fim de começar as competições do segundo
semestre com o time completo. Depois de acertar a compra do meia Renatinho, junto ao
Guarani de Campinas, negociação que envolveu a troca pelo lateral Gustavo e mais a
importância de R$ 2 milhões, a diretoria do Santos busca acertar a transferência do
meia Magno Alves, do Fluminense.
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O
Palmeiras apresenta hoje, às 9h, no Centro de Treinamento da Barra Funda seu novo
reforço. Trata-se do zagueiro Gilmar, ex-São Paulo. O jogador, que atuava no Real
Zaragoza, da Espanha, é a terceira contratação da equipe para o segundo semestre. Na
última quinta-feira foram apresentados o zagueiro Paulo Turra e o volante Titi.
Segundo o diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapola, a vinda de
Gilmar busca dar mais experiência ao grupo. O clube deve transformar suas categorias
de base em uma ‘‘fonte’’ para recompor o elenco de profissionais, desintegrado
após a perda do bicampeonato da Libertadores.
‘‘O Gilmar já tem uma boa bagagem e vai adaptar-se bem aos nossos
jovens jogadores’’, afirmou o dirigente. No treino desta segunda-feira, Anderson e
Jorginho, vindos do Palmeiras B e promovidos pelo técnico Flávio Murtosa ao time
principal, começam uma disputa pela vaga na lateral esquerda.
Lapola, que também está deixando o clube para assumir o cargo de
treinador da equipe do Al Nassr, dos Emirados Árabes, disse que há a possibilidade de
que novos anúncios sejam feitos ainda nesta semana.
A contusão no joelho direito do zagueiro Argel é mais grave do que
parece. O jogador confirmou que vai ficar afastado de dois a três meses, para se
recuperar de uma artroscopia no menisco. Quarta-feira, o Palmeiras estréia na Copa dos
Campeões, em João Pessoa, contra o Cruzeiro.
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O
São Paulo pretende concretizar ainda esta semana a renovação de contrato do meia
Raí. A diretoria está convencendo o jogador a aceitar uma redução de seu salário,
o maior pago pelo clube. Ele recebe por mês R$ 420 mil, entre salário e o aluguel de
passe.
De acordo com a diretoria, a duração do novo contrato a ser assinado por
Raí não foi definida. O meia reserva Carlos Miguel, que interessa ao Grêmio, não
será negociado, segundo o presidente são-paulino. ‘‘Não temos interesse em nos
desfazer dele. Tenho certeza que ele será melhor aproveitado nas próximas
competições’’, disse Amaral.
Carlos Miguel passou parte do Campeonato Paulista e do Copa do Brasil fora
até da reserva. Ele só voltou ao após contusão de Souza. ‘‘Não tem nada
definido sobre a minha permanência’’, afirmou.
O clube já recusou uma troca com o Grêmio, que cederia o atacante Paulo
Nunes. Se Carlos Miguel continuar, Souza, seu concorrente, pode ser negociado. O
atacante Evair, que se diz perseguido pela torcida, deve se reunir nos próximos dias
com a diretoria para acertar a sua saída.
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Um conflito entre
torcedores e policiais na tarde de ontem, durante o jogo entre Zimbábue e África do
Sul, válido pelas Eliminatórias Africanas para o Mundial de 2002, provocou a morte de
pelo menos 12 pessoas, no Estádio nacional de Harare, no Zimbabue. O tumulto começou
após a marcação do segundo gol da África do Sul, aos 37min do segundo tempo. Depois
do gol, a torcida começou a atirar objetos no campo. A polícia interveio e tentou
conter a multidão de 60 mil torcedores. Houve correria e muitas pessoas foram
pisoteadas.
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O empate em 1 a
1, ontem, fora de casa, com o Santo André, garantiu ao Etti Jundiaí uma das vagas nas
finais da Série A-2 do Campeonato Paulista. O gol de empate do Etti foi marcado de
cabeça pelo zagueiro Jean Elias, aos 45min do segundo tempo. O resultado de 1 a 0,
até então, classificava para as finais o time de Santo André. O gol do Santo André
foi marcado por Geraldo, aos 23min da etapa final. Nas finais, o Etti vai enfrentar o
São Caetano, que eliminou o Juventus. O campeão da A-2 garante vaga na Série A-1 do
ano que vem.
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O técnico do
Corinthians, Oswaldo Alvarez, o Vadão, finalmente poderá começar hoje a dar seu
‘‘toque’’ pessoal ao time. Depois da folga no final de semana, o elenco se
reapresenta às 9h, no Parque São Jorge, para iniciar os treinamentos técnico e
tático. Embora não haja confirmação oficial de nenhum lado, aguarda-se para esta
semana a apresentação do goleiro Velloso, atualmente no Atlético Mineiro. O
Corinthians não concordou com a proposta do Vasco da Gama. A idéia de Eurico Miranda
era trocar Edílson por Edmundo.
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O
técnico Marco Aurélio despediu-se ontem mesmo do comando do Cruzeiro, após a
conquista do terceiro título da equipe na Copa do Brasil. Ainda no gramado do
Mineirão, comemorando com os jogadores e aplaudido pelos mais de 90 mil torcedores
presentes ao estádio, o treinador disse, entre lágrimas, ‘‘que não teve nenhum
constrangimento’’ em dirigir o time pela última vez e ainda chegar a um título
inédito em sua carreira.
Ao chegar à Toca da Raposa, em abril, ele sabia que seu contrato se
encerraria no final do semestre e que seria substituído, provavelmente, por Luiz
Felipe Scolari - que, segundo dirigentes do Cruzeiro, o teria indicado para o ‘‘mandato
tampão’’.
‘‘Não tenho o mínimo constrangimento sobre essa situação’’,
afirmou o treinador. ‘‘Cheguei ao Cruzeiro para ficar pouco tempo e agradeço muito
ao clube e à torcida por me darem essa oportunidade, felizmente coroada com título’’,
acrescentou.
‘‘Estou satisfeito, parabenizo meus jogadores, que chegaram ao título
invictos, e só posso dizer que vou buscar novos rumos ’’ afirmou Marco Aurélio,
que após o gol do São Paulo ousou ao fazer duas substituições e partiu para o tudo
ou nada.
Nos vestiários, o jogador mais procurado era Geovanni, autor do gol do
título. O atacante, que foi o destaque do Cruzeiro na Copa do Brasil, dedicou o feito
ao seu pai, Manoel Mauricio, que completou 74 anos ontem. Geovanni contou que, no
momento em que cobraria a falta sofrida por ele mesmo e que causou a expulsão de
Rogério Pinheiro, parou para ouvir os conselhos dos experientes Müller e Ricardinho.
‘‘Eles me disseram que a barreira estava adiantada e que eu deveria chutar forte e
baixo’’ disse. ‘‘Segui a orientação e deu certo’’, completou.
O veterano Müller comemorou a grande atuação e confessou que, nos
últimos dias, estava chateado com a decisão de Marco Aurélio de deixá-lo na
reserva. ‘‘Entrei no segundo tempo e soube aproveitar a oportunidade’’, afirmou
o atacante, que chegou ao 31º título de sua carreira. O meia colombiano Viveiros
atribuiu a conquista cruzeirense ‘‘às mexidas do técnico, ao peso da torcida e à
raça da equipe para correr atrás do prejuízo’’.
Jogadores, comissão técnica e dirigentes do Cruzeiro seguiram ontem à
noite mesmo para a sede campestre do clube, onde foi armada a festa pelo tricampeonato.
A delegação embarca amanhã para Fortaleza, onde estréia, no dia seguinte, na Copa
dos Campeões contra o Palmeiras. O time, comandado por Alexandre Barroso, será um
misto de reservas e juniores.
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O
técnico Levir Culpi disse ontem que não se pode responsabilizar nenhum dos seus
jogadores pela derrota de virada para o Cruzeiro, ontem, no Mineirão. O técnico
garantiu que Axel e Rogério Pinheiro não podem ser responsabilizados pelo desastre. A
culpa é de todos. Culpi agora começa a planejar o segundo semestre do São Paulo.
Atordoado com a vitória do time mineiro, o técnico revelou que não sabe
como pretende recuperar seu grupo para a Copa dos Campeões, que começa quarta-feira,
no Nordeste.
‘‘Não podemos apontar um culpado pelo insucesso. Se eu não coloco o
Axel em campo e o São Paulo sofresse a derrota, diriam que perdemos porque ele não
entrou nos minutos finais para fechar o meio-de-campo. O Axel entrou e recuou aquela
bola que originou a expulsão do Rogério e o gol deles. A culpa não é dele, é de
todos nós. Temos de assumir essa responsabilidade’’
O segundo gol do Cruzeiro que garantiu o título, segundo Culpi, não pode
ser atribuído a um descuido. São os mistérios do futebol. ‘‘Aquele gol foi por
acaso. São situações que acontecem no futebol que você não pode controlar. Logo
que sofremos o gol, tivemos uma chance, com Marcelinho. A bola desviou em um jogador
deles e não entrou.’’
Outro fato inusitado, na opinião do técnico do São Paulo, foi o risco
que Marco Aurélio pregou no Cruzeiro. Na análise de Levir, dificilmente isso vai se
repetir em uma decisão de campeonato. ‘‘Os dez minutos finais foram acima de
qualquer expectativa. O Marco Aurélio passou o tempo todo jogando com quatro volantes,
depois trocou tudo, colocando quatro atacantes. Isso não existe. Conseguiu virar a
partida, mas poderia ter saído com a derrota. Arriscou e deu certo’’.
O técnico lamentou a chance perdida de conduzir o São Paulo de volta à
Libertadores da América e de conquistar o título inédito da Copa do Brasil. Agora,
suas baterias estão voltadas para a Copa dos Campeões (ler reportagem na página 6).
‘‘O problema nosso é recuperar a parte psicológica dos atletas. Não temos tempo
para definir uma estratégia’’.
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Luiz
Felipe Scolari foi anunciado ontem como o novo técnico do Cruzeiro. Zezé Perrela,
presidente do clube mineiro, confirmou a contratação uma hora antes da decisão da
Copa do Brasil. Scolari assinou um contrato de três anos e se apresentará hoje na
Toca da Raposa. O acordo entre o treinador e o Cruzeiro foi fechado em março. Perrella,
irritado, disse que o clube não servirá de ponte para Scolari se transferir para o
Corinthians em janeiro de 2001. Com Scolari, podem vir Vágner, ex-volante do São
Paulo, e Euller, do Palmeiras, que seriam os novos reforços do clube de Minas para o
segundo semestre.
‘‘Quando o Eurico Miranda anunciou no Rio que o Luiz Felipe estava
contratado pelo Vasco, dei muita risada. Eu tinha feito um acordo verbal com o Scolari
em março e sabia que ele não roeria a corda. Ele é um homem de palavra’’, disse
Perrella. ‘‘A única possibilidade de o Scolari não vir para Minas seria uma
possível transferência para a Europa’’.
O presidente garantiu que todos os jogadores do time e o técnico Marco
Aurélio já sabiam da contratação de Luiz Felipe. E que a confirmação oficial
ontem não interferiria no desempenho da equipe na decisão da Copa do Brasil com o
São Paulo.
‘‘O Marco Aurélio sabia que o Luiz Felipe estava contratado. Aliás,
quem indicou a contratação de Marco Aurélio foi o Luiz Felipe. Nós gostaríamos que
ele ficasse aqui na Comissão Técnica, mas ele quer seguir carreira solo e acho que na
próxima semana deve se transferir para um grande clube’’, comentou Perrella. O
treinador deve assinar com o Palmeiras.
Sobre a possibilidade de Scolari passar apenas seis meses em Belo Horizonte
para depois desembarcar no Parque São Jorge, Perrella ironizou. ‘‘Isso é uma
ignorância, típico de quem não conhece a grandeza do Cruzeiro. Jamais um clube como
este, campeão da década, e com sua história poderia servir de ponte para um
técnico. Isso não existe, é ridículo e absurdo’’.
Com a contratação de Scolari, a Hicks Muse, que patrocina Corinthians e
Cruzeiro, está apostando mais no clube mineiro. Não será surpresa se a Hicks Muse
anunciar a troca de Edílson por Oséas ou Marcos Paulo, cotado para substituir Edu,
que foi vendido para o Arsenal.
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PRIMEIRO TEMPO
6min - Ricardinho recebe a bola na entrada da área e chuta forte. A bola passa perto
da trave esquerda de Rogério.
9min - Jackson vai à linha de fundo e cruza, a bola faz curva e engana Rogério, que
segura a mesma em cima da linha.
14min - Fábio Aurélio joga a bola na área, e o goleiro André se atrapalha para
segurá-la ao sair do gol, fazendo uma defesa em dois tempos.
20min - Marcelinho cobra falta para área, mas André consegue interceptar a bola.
23min - Marcelinho bate escanteio, e Rogério Pinheiro, na primeira trave, resvala na
bola, que é desviada para fora.
24min - Marcelinho bate outro escanteio, da mesma forma, e Rogério Pinheiro, livre de
marcação, toca de cabeça por cima do travessão.
26min - Após cruzamento da direita, Rogério sai de forma arriscada e atinge com um
soco a cabeça de Edmílson. Depois, o goleiro discute com o companheiro e capitão,
que ficou caído no gramado.
30min - França arrisca de longa distância, mas o chute sai fraco, e a bola vai para
fora, sem perigo para André.
34min - Donizete bate de fora da área, e Rogério falha ao defender. Deixa a bola
escapar, mas ela sai para escanteio.
35min - O zagueiro Cris escora de cabeça um escanteio, e a bola sai pela linha de
fundo.
36min - Após uma falta, Marcelinho tenta chute de fora da área, mas erra o alvo.
39min - Jackson chuta da pequena área, Rogério salva com o pé, e Ricardinho, no
rebote, toca para fora com o gol vazio.
41min - Maldonado arrisca chute, que passa longe do gol.
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SEGUNDO TEMPO
5min - Fábio Aurélio vai à linha de fundo, cruza bem. A zaga cruzeirense alivia.
8min - Marcelinho cobra falta com efeito, mas a bola vai em cima do goleiro André.
10min - Ricardinho arrisca chute de fora da área. Porém manda a bola longe do gol.
12min - Após um rebote, Jackson pega belo chute de primeira. A finalização é
errada.
14min - França dribla dois cruzeirenses e toca da entrada da área. André segura
firme.
17min - Jackson tabela com Marcos Paulo e chuta com perigo. Rogério espalma a bola.
18min - Após cruzamento da direita, Oséas escora de cabeça, mas a bola vai longe do
gol.
21min - Marcelinho bate falta com perfeição e encobre André, abrindo o placar.
23min - Müller recebe na área, dribla Rogério e se atira na área, simulando um
pênalti. O juiz não marca a falta nem dá cartão amarelo a Müller.
30min - Alexandre arranca do campo de defesa, dribla um adversário, chega perto da
área e chuta forte. A bola passa à direita do gol de André.
32min - Fábio Júnior recebe livre na entrada da área e finaliza por cima do
travessão.
33min - Marcelinho dribla um zagueiro e bate forte de esquerda, à direita do gol.
35min - Müller, na área, serve Fábio Júnior, que bate cruzado e empata a partida.
43min - Axel atrasa errado, Rogério Pinheiro faz falta e recebe o cartão vermelho.
44min - Geovanni chuta, a bola desvia na barreira e entra.
45min - Após cruzamento da esquerda, Marcelinho, livre na pequena área, toca de
cabeça. André faz bela defesa.
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