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Pênalti salva o Brasil no Maracanã

  Câmara aprova criação de vários pontos de táxi

 


 

Pênalti salva o Brasil no Maracanã

  Em um jogo dramático, o Brasil empatou ontem com o Uruguai em 1 a 1, no Maracanã, depois de passar quase 80 minutos atrás do placar. O prometido esquema ofensivo do técnico Wanderley Luxemburgo não funcionou. Os uruguaios sairam abraçados de campo e a equipe brasileira levou uma vaia igual à do Morumbi, no jogo contra o Equador. A primeira derrota da Seleção pelas Eliminatórias num jogo dentro do País só foi evitada aos 40 do segundo tempo, quando Rivaldo converteu um pênalti.
  Apesar da anunciada formação ofensiva, o time brasileiro foi surpreendido logo no início do jogo. Antes que o Brasil chegasse com mais perigo, o Uruguai abriu o placar. Aos 6min, Aldair furou e a bola sobrou para Dario Silva, que arrancou até a área e chutou fora do alcance de Dida. O gol abalou a equipe brasileira, que começou a errar muitos passes. Com Rivaldo muito recuado e sem jogadas de aproximação, o Brasil não tinha nenhuma articulação.
  Para piorar, Vampeta conduzia demais a bola e os laterais não conseguiam chegar à linha de fundo. Com tantas facilidades, o Uruguai adiantou a marcação e quase ampliou o marcador. Aos 9min, O’Neil roubou uma bola de Sávio, do lado da área, e chutou perto do poste direito de Dida. Aos 12, Dario aproveitou uma falha de Antônio Carlos, mas arrematou no meio do gol para a defesa de Dida.
  Assim, antes dos 20 minutos, a torcida já começava a vaiar. Os principais alvos eram Aldair e Cafu, que aos 28 desperdiçou a primeira chance da equipe ao receber dentro da área e chutar em cima do zagueiro. Um minuto depois, mais na base do desespero, Émerson apanhou uma sobra, na entreada da área, e chutou perto da trave direita. A melhor chance, porém, só veio aos 34, quando Sávio cabeceou na pequena área, por cima do canto direito.
  Para o segundo tempo, o técnico Wanderley Luxemburgo tirou Ronaldinho Gaúcho e Sávio para colocar Alex e Guilherme. Com maior poder de armação e mais presença na área, o time brasileiro ganhou volume de jogo e criou várias situações, mas não conseguiu converter.
  Além da precipitação dos atacantes, o Brasil esbarrou numa grande atuação do goleiro Cariri, que fez três grandes defesas. Aos 7 e 22, ele defendeu dois chutes perigosos de Alex e aos 32 segurou um arremate de Émerson. O empate só veio com um pênalti infantil de Coelho, que agarrou Guilherme dentro da área. A torcida, que já gritava olé para os uruguaios, até ensaiou uma reação, mas era tarde demais para tudo. No final, as vaias voltaram, com pedidos até pela demissão de Luxemburgo. Parece que esta será uma das marcas da Seleção nessas Eliminatórias.

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Câmara aprova criação de vários pontos de táxi

  Numa votação apertada e polêmica, a Câmara de Nova Odessa aprovou, na sessão de ontem, um projeto que determina a instalação de diversos pontos de táxi pela cidade. A proposta, de autoria do vereador Antonio Merenda (PPB), foi apresentada em regime de urgência e acabou sendo duramente criticada por pelo menos sete vereadores, que a consideraram mal elaborada e até prejudicial aos taxistas.
  Presentes ao plenário, seis motoristas de táxi se mostraram inconformados com a polêmica criada, já que tinham participado da elaboração do projeto. Para justificarem as suas posições, os vereadores contrários chegaram a discutir a questão com eles durante uma suspensão da sessão por dez minutos.
  Um dos mais inconformados com a entrada do projeto em regime de urgência era Mauro Ramalho (PSDB). “Assinei a urgência pois sou a favor de discutir o projeto, mas depois fiquei sabendo que não poderia apresentar emendas e do jeito que ele está não dá”, comentou. “O projeto não estabelece pontos fixos, não promove rodízio entre os taxistas e ao menos dá o direito a eles de terem um seguro obrigatório”.
  Merenda, por sua vez, disse que não retiraria o projeto para a apresentação de emendas. “Hoje está uma bagunça pois ônibus e táxis disputam o mesmo espaço e às vezes motoristas usam de violência para garantir o cliente. Isso tem que mudar logo”, opinou.
  Depois de mais de uma hora de discussão, o projeto acabou aprovado por dez votos favoráveis e quatro contrários. Os vereadores que se mantiveram na oposição à proposta foram Áureo Leite (PMDB), Pedro Piconi (PTB), Mauro Ramalho (PSDB) e Valdir do Prado (PDT). Como o projeto entrou em regime de urgência, a votação não havia como ser suspensa. Caso fosse reprovado, ele só poderia ser reapresentado no ano que vem.

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