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Ford Explorer Limited V8 passa por algumas mudanças que deixam o visual mais moderno
O
motorista brasileiro acostumou-se nos últimos anos a ver no trânsito urbano pick-ups
dividindo espaço com automóveis e aprendeu a gostar de dirigir esse tipo de veículo.
É um estilo que os norte-americanos já seguem há muito tempo e que caiu nas graças do
brasileiro, isso em virtude das pick-ups comercializadas no País terem ganho design
moderno, conforto, tornaram-se fáceis de dirigir e perderam aquele aspecto de que
serviam apenas para rodar nas estradas de terra rumo a sítios e fazendas. A Ford vem
investindo pesado nesse segmento e conquistou a liderança do mercado nacional.
Uma variação desse segmento é o de sport utility, que em bom português
quer dizer utilitário esportivo, com a montadora tendo um grande trunfo nesse campo, a
Explorer. Esse modelo é o mais vendido do setor nos Estados Unidos e tem muitas razões
para isso. O TodoDia Veículos testou durante uma semana o modelo top, o Explorer Limited
V8, importado dos Estados Unidos, um veículo que reúne tudo o que um automóvel de luxo
oferece com a vantagem de muito espaço para passageiros e bagagens.
O modelo 2000 desse utilitário esportivo passou por algumas mudanças
estéticas, ganhando novos faróis de milha, grade e uma frente mais arredondada, dando
uma rejuvenescida e um aspecto moderno ao veículo, que é extremamente fácil de
dirigir, apesar de seu tamanho avantajado.
O Explorer Limited pesa pouco mais de duas toneladas e tem 4,8 metros de
comprimento, mas a direção hidráulica e os eficientes espelhos retrovisores tornam
simples a tarefa para estacioná-lo. O motorista terá apenas que encontrar uma vaga. A
dificuldade fica apenas se morar em um edifício ou casa com vaga para um carro.
Esse utilitário esportivo vem equipado com tudo para tornar confortável a
viagem do motorista e passageiros. Os bancos são em couro, com os dianteiros tendo
controle elétrico, direção com regulagem de altura, trio elétrico, ar-condicionado,
rádio/toca-fitas/CD player, porta-copos e porta-objetos no console central, que serve
também para descansar o braço.
O banco de trás acomoda com conforto três pessoas, que podem controlar
individualmente o volume dos alto-falantes e direção do ar, além de ter fácil acesso
ao compartimento de bagagem, que acomoda com facilidade todos os objetos da família. Com
o banco traseiro na posição normal, são 1.172 litros de capacidade, que sobe para
2.260 litros se o encosto for rebaixado.
Os itens de luxo da Explorer Limited V8 estão presente em cada detalhe.
Tanto o quebra-sol do passageiro quanto o do motorista contam com espelho com luz de
cortesia; o condutor pode inflar o encosto do banco através de um simples toque em um
botão; os faróis podem ser programados para acenderem automaticamente com a redução
da luz exterior; quando o veículo é destravado usando-se o controle remoto, luzes se
acendem para facilitar o acesso e outros itens. Entre eles estão o computador de bordo,
teto solar elétrico e um pequeno gravador instalado no quebra-sol do motorista.
A Explorer Limited tem uma boa vantagem sobre seus concorrentes no Brasil: o
preço. Esse topo de linha custa na tabela US$ 56.840,00, algo em torno de R$ 102 mil,
com o interessado podendo negociar um desconto. O Jeep Grand Cherokee, da Chrysler, por
exemplo, está com preço promocional de fábrica a partir de R$ 99 mil.
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Segurança reforçada
Outro aspecto que fala alto na Explorer Limited V8 é a segurança. O
veículo é dotado com freios a disco nas quadro rodas com ABS integral, air bag duplo e
sistema de tração 4x4 permanente, o que ajuda em muito na estabilidade. Mas esse sport
utility não foi feita para o off-road, ou seja, andar fora da estrada. Em estradas
esburacadas, poças de lama, pedras e com outros obstáculos, ele até pode se sair bem,
mas não é o seu habitat natural.
O Explorer Limited é um veículo ágil, fazendo de 0 a 100 km/h em 11,7
segundos e atingindo a velocidade máxima de 185 km/h. Mesmo sendo equipado com câmbio
automático, o veículo responde rápido quando é exigido, o que torna uma
ultrapassagem segura quando é preciso aumentar a velocidade. Essa resposta é dada pelo
propulsor de oito cilindros e 4.949 cm3 de cilindrada. É preciso ficar o tempo todo de
olho no velocímetro para evitar que sejam ultrapassados os limites de velocidade nas
estrada, que hoje estão tomadas pelo radares.
O motoristas cauteloso que quiser desfrutar a viagem sem se preocupar com
esses espiões eletrônicos pode acionar o piloto automático. A Ford aponta como média
de consumo do Explorer Limited sendo de 8,5 km/l na estrada. Durante o teste, o
utilitário foi usado numa viagem pelo Circuito das Águas, fazendo a média de 6,9 km/l
com o uso do piloto automático. É uma marca aceitável para um veículo de seu porte,
potência e por ser o percurso uma estrada cortando montanhas.
O veículo usado pelo TodoDia Veículos apresentou três defeitos no teste.
Sempre que a seta era acionada, o limpador do pára-brisa funcionava; um aviso de porta
aberta ficava aceso o tempo todo no painel, apesar das portas estarem fechada e
travadas; e a moldura de acabamento do trinco da porta traseira esquerda estava solto. A
Ford atribuiu o acionamento do pára-brisa e o aviso aceso a uma falha elétrica,
enquanto que a moldura deve ter sofrido defeito na montagem. Nada que macule a imagem
desse esporte utilitário, até porque tem que ser levado em consideração que é um
veículo de teste, roda muito e passa pelas mãos de várias pessoas.
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Quando
vai comprar um automóvel, o consumidor costuma levar em conta aspectos bastante
palpáveis, como a necessidade de conforto para ele e família, tamanho do porta-malas
e desempenho do carro. Ou seja, de maneira geral, a compra de um automóvel é bastante
racional. Já os consumidores de motocicletas embasam sua escolha principalmente em
sentimentos como paixão pelo modelo e admiração pela marca. São capazes de
desprezar “detalhes” como preços altos e no limite do orçamento mensal, custos de
peças, eficiência da assistência técnica e valores tributários elevados. Trata-se
de uma compra majoritariamente emocional, em que o que vale mesmo é realizar o sonho.
“A relação entre o homem e a máquina é mais intensa, íntima, dramática e
harmoniosa desde o momento da compra”, atesta o gerente de marketing da Yamaha do
Brasil, Julio Yabuya.
Essa “regra” vale para todos os segmentos, mas naturalmente é mais
evidente nas faixas superiores, em que os compradores têm condição de relegar os
custos a um plano secundário. Quando o motociclista de maior poder aquisitivo escolhe
um modelo de determinada marca, ele é capaz de esperar meses pela versão mais nova.
As Honda importadas linha 2000, por exemplo, só estão chegando às concessionárias
este mês, e quase todas já estão reservadas. Além disso, esse comprador obstinado
praticamente ignora as outras opções que o mercado oferece e nem liga para custos
como Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor - com alíquotas que vão de 2% a
2,5%, dependendo do estado - e seguro obrigatório - R$ 90,00 em média. Já um seguro
de moto “top” custa, em média, 16% do valor da moto - ou R$ 7 mil para uma Honda
CBR 1.100 XX Superblackbird de R$ 30 mil. Nesse caso, quem perde mais é o dono de uma
prosaica CG 125 Titan, cujo seguro sai por salgadíssimos 60% do valor do veículo - R$
2,4 mil em relação aos R$ 3,9 mil que custam a moto.
Um dos efeitos desse “fetiche” do consumidor de moticicletas são as
mais de 200 motos que a BMW vendeu no Brasil no ano passado, com preços que vão de R$
40,5 mil a R$ 63,1 mil. E a Yamaha, só da big custom Royal Star, de R$ 38 mil, já
vendeu mais de 230 unidades. Nesses casos, a compra também está bastante ligada ao
“tamanho” da máquina e ao glamour que a envolve. “Ele leva em conta não só o
tipo de utilização e a estética, mas também a marca, o modelo, a exclusividade e o
status que a moto proporciona”, entrega o gerente de marketing da BMW, José Carlos
Tadeu.
Diante dessas “prioridades”, até mesmo questões importantes como
assistência técnica oferecida pelas marcas e custos de manutenção passam a pesar
menos. Quem tem motos de marcas com poucas concessionárias no País - como Triumph e
Moto Guzzi , por exemplo - poderá estar em apuros se enguiçar em lugares distantes
dos grandes centros urbanos. Mas essas marcas alegam que basta o proprietário entrar
em contato com o representante mais próximo para que um mecânico seja enviado ao
local ou, se necessário, até mesmo buscar a moto onde estiver. Além disso, dizem ser
capazes de trazer qualquer componente em falta no estoque local em prazos de 15 a 45
dias. Mas atendimentos fora desse padrão não costumam ser aceitos sem ponderações.
“Esses clientes são bem informados e com um nível de exigência altíssimo”,
afirma o diretor da Triumph do Brasil, José de Holanda Neto.
Além da satisfação dos clientes que já existem, essas marcas também
devem estar atentar àqueles que estão por vir. A Abraciclo - entidade que reúne os
fabricantes de motocicletas nacionais - estima que, este ano, o mercado deverá
absorver mais de 500 mil motos. E a tendência natural no setor é que os motociclistas
estejam sempre tentando subir os degraus da cilindrada. “Existe um processo natural
de ascensão em que o motociclista busca novos, maiores e melhores modelos”, aponta
Franklin de Mello Neto, gerente executivo da Abraciclo.
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A
realidade do mercado brasileiro de motocicletas é bastante diferente do setor de
automóveis. Enquanto os fabricantes de veículos de quatro rodas vêm “patinando”
nos últimos anos, o segmento de motos só teve números para comemorar nos últimos
tempos, mesmo com alguns pequenos revezes. Este ano, o panorama é semelhante: foram
38,4 mil motos vendidas em janeiro, 46,4 mil em fevereiro, 44,5 mil em março, 47,3 mil
em abril e 53 mil em maio.
Mas nem sempre foi assim. Entre os anos de 1986 e 1992, o mercado encolheu
de 166 mil para 53 mil motos vendidas. Depois disso, porém, voltou a crescer
avassaladoramente: foram 68 mil em 1993, 127 mil em 1994, 200 mil em 1995, 275 mil em
1996, 407 mil em 1997 e 460 mil em 1998. Em 1999, houve uma pequena queda, para 441 mil
unidades, devido à desvalorização do Real. Este ano, porém, com o crescimento
retomado e a economia tupiniquim aparentemente dominada, as estimativas apontam para
mais de 500 mil unidades vendidas até dezembro. Está no caminho: até maio, foram
entregues 229,8 mil motos. Mas para atingir a meta projetada, o setor deve manter uma
média de pelo menos 36,8 mil motos vendidas por mês até dezembro.
O cenário é tão otimista que até as exportações de motocicletas têm
crescido. Depois de mandar para fora 32,6 mil motos em todo o ano passado, os
fabricantes brasileiros já exportaram este ano, até maio, 22,2 mil motocicletas. O
setor de duas rodas exibe uma saúde que o mercado de automóveis deve invejar.
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Poucas
exposições culturais conseguem reunir grande público no Brasil. Mas um grupo de
automóveis veteranos vindos de todo o País literalmente “engarrafou” a cidade
paulista de Águas de Lindóia entre os dias 22 e 25 de junho, no maior encontro de
carros antigos já realizado em solo brasileiro. O V Encontro Paulista de Autos Antigos
reuniu 720 veículos do início do século até a década de 1980 e atraiu - segundo
cálculos da prefeitura da cidade e dos organizadores - um público de cerca de 70 mil
pessoas. E para a comemoração dos colecionadores de carros antigos, o evento mostrou
que o antigomobilismo está em franca expansão no País.
“Novos automóveis, silenciem os motores que os carros antigos vão
passar”, comemorou Og Pozzoli, maior colecionador de carros antigos do País, na
festa de premiação do encontro. Tanta festa não foi por menos. Apesar dos veículos
terem ficado muito espremidos e com pouca identificação, além das falhas de
organização, o evento superou com folga o antigo recorde brasileiro de participação
de modelos em um encontro, de 550 inscritos, registrado no Encontro Nacional de Carros
Antigos de São Lourenço, Minas Gerais, em 1999.
O V Encontro Paulista de Autos Antigos mostrou, também, que o perfil dos
antigomobilistas e dos visitantes do eventos está se diversificando. Se ainda são
maioria, os homens com mais de 40 anos estão dividindo cada vez mais espaço com
mulheres e jovens. Tanto que já há clubes exclusivos destes segmentos, como a
Sociedade Feminina de Autos Antigos e o Garotos do Tempo Auto Clube. “As mulheres
deixaram de vir para os encontros apenas como companhia dos maridos e namorados”,
avisa Edenise Carratú, presidente da Sociedade Feminina de Autos Antigos.
Esta democratização é atribuída, pelos antigomobilistas, à qualidade
crescente dos veículos exibidos em reuniões de carros antigos. E o maior exemplo foi
dado exatamente em Águas de Lindóia: lado a lado no encontro, estavam carros das mais
variadas décadas, porém como se tivessem acabado de sair das linhas de montagem de
marcas como Fiat, Hispano Suiza, Mercedes, Citroen, Chevrolet, Ford, Ferrari,
Lamborghini, Nash, Volkswagen e Simca, entre outros. “São muitos os gastos para
achar peças e manter o modelo original e o único retorno é a satisfação. Mas é
uma paixão”, conclui o colecionador Rogério Costa.
Em meio às centenas de veículos alguns se destacaram e foram premiados,
como um Le Zebre 1909, uma Romi Isetta 1957, um DKW Malzoni 1966, um Packard 1928, um
Ford Modelo T 1912, um Rolls Royce 1963 e um Cadillac V16 de 1931. Mesmo automóveis
não tão veteranos assim chamaram atenção. Uma Maserati Merak 1974 ganhou o prêmio
Colecionáveis Representativos e um raro De Lorean DMC - igual ao utilizado no filme
“De Volta Para o Futuro” - o de Gran Clássico. Os utilitários e caminhões
também tiveram espaço, sendo que o veículo mais antigo do evento era exatamente um
caminhão: um Sauer 1900 com carroceria toda em madeira. Até mesmo um tanque de guerra
M8 de 1942 foi exposto e atraiu os visitantes.
A proliferação de representantes brasileiros em exposição no V Encontro
Paulista de Autos Antigos foi outro destaque do evento. Modelos nacionais da Ford,
Wyllis, Simca, Romi, Volkswagen, Puma, Chevrolet, Gurgel e Brasinca disputaram em
igualdade de - ótimas - condições os olhares do público com os importados.
Veículos raros que fizeram história no automobilismo nacional enchiam de saudosismo
as pessoas mais velhas e de curiosidade os mais jovens. Principalmente os modelos
Karmann-Ghia Dacon da década de 1960, que tinha motor Porsche e foi pilotado por
Wilsinho Fittipaldi, e a carretera Chevrolet 1938 nº 9 com motor de Corvette vencedora
da VI Mil Milhas de Interlagos em 1961 pilotada por Orlando Menegaz e Ítalo Bertão.
As carreteras eram velhos carros dos anos 30 e 40 transformados nas décadas seguintes
em bólidos com a alteração do desenho e da parte mecânica. “A preservação das
carreteras resgata a história do automobilismo”, festeja o colecionador Paulo
Trevisan, atual dono de cinco carreteras.
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Durante
o V Encontro Paulista de Autos Antigos foi comemorado o aniversário de 90 anos da
italiana Alfa Romeo, oficialmente completado no dia 24 de junho. A marca patrocinou o
evento de Águas de Lindóia e festejou as nove décadas de existência com diversos
modelos expostos para contar um pouco a evolução da montadora, que atualmente
pertence à Fiat. Um dos destaques do espaço ocupado pelos modelos da Alfa era um
modelo 6C 1750 de 1933, com desenho ao estilo calhambeque. Carros famosos como o Spider
Duetto, Alfetta e Giulia também estavam expostos. Mas estes automóveis ficaram em
segundo plano, com os Alfas nacionais roubando a cena exatamente quando se comemoram
também os 50 anos do início de produção dos veículos da marca no Brasil.
Em 1950, a Fábrica Nacional de Motores, FNM, passava a produzir caminhões
da Alfa Romeo sob licença em solo brasileiro. Dez anos depois, a FNM passou a fabricar
também carros da marca italiana. O primeiro modelo foi o JK, batizado em homenagem ao
presidente Juscelino Kubitschek e que comemora 40 anos. Em 1964, após o golpe militar,
o carro teve de mudar de nome e passou a ser denominado FNM 2000. Este modelo, como
também o seu sucessor FNM 2150, também tiveram unidades em exibição em Águas de
Lindóia.
Outro exemplar marcante da história da Alfa Romeo também foi exposto no
encontro de carros antigos: o Ti 4 a álcool. O carro brasileiro, lançado em 1982, é
o único veículo da marca em todo o mundo a ter usado um motor a álcool. Os carros da
Alfa Romeo deixaram de ser produzidos no país em 1986, após terem sido fabricados
37.029 unidades. Os veículos remanescentes hoje são disputados pelos colecionadores.
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O
Golf “três volumes” que será comercializado no Brasil terá o nome de Jetta, o
mesmo do veículo que é vendido nos Estados Unidos - uma palavra criada por computador
que nada significa. Na Europa, o sedã recebe o nome de Bora. O modelo chegará
provavelmente no próximo mês de outubro, importado do México. Os motores deverão
ser os mesmos de quatro cilindros em linha com 1.6 e 2.0 litros que equipam o Golf
fabricado no Brasil. A Volks ainda estuda se disponibilizará uma versão equipada com
o mesmo motor de 1.8 litro e 20 válvulas, com e sem turbo, que equipa o Golf “top”
de linha. A montadora ainda não fala em preços, mas deverá tentar colocar o Jetta na
mesma faixa que os rivais Chevrolet Astra sedã - que começa em R$ 31 mil - e Ford
Focus, que chega ao mercado brasileiro no final do deste ano e ainda não tem preço
definido.
O Jetta iria ser produzido no Brasil, já que utiliza a mesma plataforma do
Golf e do Audi A3. Mas como a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, está
operando em ritmo fortíssimo para atender à demanda pelo Golf - principalmente nas
exportações - não haveria espaço para a produção do Jetta este ano. Além disso,
a importação do Jetta permitirá que a Volks equilibre sua balança comercial com o
México, já que todos os Golf exportados para os países que compõem a Alca - bloco
econômico formado por México, Estados Unidos e Canadá - são enviados primeiramente
para a terra da tequila.
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Olhar de
amendoim
O novo Mercedes-Benz Classe C já tem data para chegar ao mercado
brasileiro: será no mês que vem. O modelo passou por uma reestilização que o
aproximou bastante dos Mercedes Classe E. Mas os faróis ainda não são individuais e
redondos: assemelham-se a amendoins, com a forma de um “recheado” número oito
deitado. A gama do Classe C terá três versões - C 200 Kompressor, C 240 e C 320. A
versão top de linha tem motor com 3.2 litros e 218 cv de potência máxima gerenciado
por um câmbio automático de cinco marchas, que o leva à velocidade máxima de 245
km/h com aceleração de zero a 100 km/h em 7,8 segundos. O novo Classe C ainda não
tem preço definido, mas não deverá ser inferior aos R$ 100 mil iniciais cobrados
pelo modelo atual.
Ovelha a bordo
A Filtros Mann nomeou a unidade brasileira como centro mundial de
fabricação de filtros de feltro para motores a diesel. Com a nomeação, a unidade
vai produzir anualmente 2,5 milhões de filtros para abastecer tanto o mercado de
reposição nacional quanto os mercados latino e europeu - este, através da matriz
alemã. Os filtros de feltro da Mann são feitos com lã 100% natural, o que exige uma
produção de 200 toneladas por ano fornecidas por uma criação própria de 50 mil
ovelhas.
Investimento dirigido
A Dana resolveu reforçar a presença no mercado brasileiro de autopeças
através da comercialização de componentes elétricos. Mas as peças não são
destinadas exatamente ao mercado varejista: serão todas fornecidas para a empresa
Marflex, de São Paulo, que produz peças como cabos de vela, bobinas de ignição e
rotores de distribuição, entre outras. Os produtos entregues à Marflex levam a marca
Echlin - empresa que foi absorvida pela Dana em 1998.
Segurança reforçada
A Alfa Romeo está lançando a linha 2000 do modelo 156. O carro continua
praticamente o mesmo, mas traz pelo menos uma novidade de grande interesse: os side
bags - bolsas infláveis laterais que protegem o tronco dos ocupantes dianteiros contra
impactos laterais. O carro já possuía airbags frontais. O Alfa 156 continua equipado
com o mesmo motor “nervoso” de quatro cilindros em linha, 2.0 litros, 16 válvulas
e 153 cv de potência.
Nova concorrente
O mercado brasileiro está recebendo uma nova fabricante de autopeças. A
recém-chegada é a européia Dayco, que inicialmente comercializará correias para
motor. A Dayco faz parte do Grupo Mark IV, que possui 36 fábricas em 14 países no
mundo e fatura US$ 2 bilhões por ano. O grupo europeu já tem duas empresas em
operações no Brasil, a Tecalon Brasileira de Autopeças, localizada e São Paulo, e a
Daytec, com sede em Juatuba, Minas Gerais. Ambas fornecem para as montadoras
brasileiras tubos de nylon condutores de combustível e para freios ar comprimido e
mangueiras de ar-condicionado.
Fim da briga
A luta pelo título de moto mais veloz do mundo pode estar prestes a
acabar. É que um acordo subscrito por fabricantes de motos europeus e japoneses
determina que a partir de 2001 as motos superesportivas deverão ter um limitador de
velocidade com máxima acordada em 300 km/h. Por enquanto, Kawasaki Ninja ZX-12, Suzuki
GSX 1.300 R Hayabusa e Honda CBX 1.100 XX Superblackbird são as três primeiras motos
que, segundo os fabricantes, deverão ter o dispositivo a partir do ano que vem.
Produção à toda
A Chrysler do Brasil atingiu a marca das dez mil pick-ups Dakota produzidas
na fábrica da marca de Campo Largo, no Paraná. A fábrica exigiu investimentos de US$
315 milhões e começou a operar em julho de 1998. Atualmente a unidade tem 350
empregados, produz 28 pick-ups por dia e recebe mais de 300 componentes de 60
fornecedores nacionais. Cerca de 15% da produção são exportados para a Argentina. Em
1999, foram feitas 5.500 unidades da pick-up e, este ano, a Chrysler pretende fazer
6.500 unidades. Em 1999, foram vendidas por aqui 4.019 pick-ups Dakota.
Dentro da África
A fabricante de ônibus Marcopolo fechou uma parceria com a Scania South
Africa PTY para a montagem de ônibus intermunicipais modelo Torino na cidade de
Pietersburg, na África do Sul. Pelo acordo, a empresa brasileira será a responsável
pelo fornecimento de tecnologia e gestão industrial da operação, enquanto a Scania
entrará com a infra-estrutura de montagem. O negócio deverá render cerca de US$ 12
milhões anuais para a Marcopolo.
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A guerra civil brasileira não é declarada, mesmo assim a BMW viu nos alarmantes
índices de violência tupiniquins uma boa possibilidade para introduzir no País o
exclusivíssimo 750iL High-security. O modelo promete reunir o requinte do top da Série
7, a mais luxuosa linha da marca alemã, com uma segurança digna de um tanque de
guerra. O nível de blindagem, denominada B7, ultrapassa as classificações oferecidas
por empresas especializadas. Assim como o preço, de R$ 1,2 milhão, extrapola até a
capacidade de abstração da maioria esmagadora dos consumidores.
Este valor corresponde ao de 100 Fiat Mille ou duas Ferrari 360 Modena ou
ainda quatro BMW 750 “normais”. E quem se dispuser a desembolsar esta quantia,
estará levando um carro que externamente só se diferencia pelo comprimento 12 cm maior
- daí o “L”, de longo. Por fora, nada mais indica que o valor do modelo equivale a
um modesto prêmio lotérico.
Por dentro, nada também justifica o despautério do preço. Está certo que
há acabamento em couro e madeira com marchetaria, visor de cristal líquido, controles
elétricos e eletrônicos em profusão para tudo, mas nada que não tenha nos 750 de
série. Ao entrar no carro, apenas um detalhe pode dar uma pista de que há algo de
diferente nele: assim que se aciona a maçaneta da porta, ela abre automaticamente até
aproximadamente 45 graus. É uma pequena ajuda para encarar o peso que o sistema de
blindagem adiciona à peça.
Para a BMW, o público-alvo é quem pode ser encarado literalmente como alvo
de atentados terroristas, como embaixadores de grandes potências e chefes de estado. E
embora no Brasil os “terroristas” tenham uma nítida preferência pela utilização
de ovos para alvejar os representantes do Estado, a BMW acredita que, em um ano, consiga
emplacar cinco High-securities no País. E provavelmente já tem o nome e endereço de
cada um dos possíveis consumidores em potencial.
Além de uma pintura resistente a projéteis recheados com clara e gema, a
750iL está preparada para enfrentar vários tipos de ataque. Como, por exemplo, com
bombas de gás. O carro tem sensores que detectam a presença de gases tóxicos nas
imediações da viatura. Nesse caso, a entrada de ar é automaticamente vedada e a
alimentação de ar passa a ser feita pelos reservatórios de oxigênio instalados
atrás dos bancos traseiros - que roubam um pequeno espaço do porta-malas.
No caso de um ataque convencional, com fuzis e metralhadoras normalmente
encontradas nas mãos de traficantes, os vidros de 11 cm de espessura - a mesma de um
tijolo sólido comum - e a blindagem com aço balístico de 3 centímetros dão conta da
situação. Atirar nos pneus também não vai paralisar o 750 iL, já que eles têm um
anel em aço, que fixa os pneus aos aros e permite a rodagem normal até 80 km/h.
Além dos recursos de resistência às situações-limite de violência, o
750iL trás dois recursos para evitar as vias de fato. O primeiro é um controle que dá
partida no motor à distância, e possibilita uma saída mais ágil de um lugar suspeito
- basta entrar no carro, engatar a marcha e acelerar para evitar aquela cena clichê de
filme americano, em que o carro nunca pega de primeira em momentos de sufoco. O outro é
um sistema de comunicação, com alto-falantes externos, para quando a fuga estiver
cortada. Nesse caso, pode-se tentar negociar com o assaltante ou apenas embromá-lo para
dar tempo da polícia aparecer - o que, em geral, acontece com presteza em situações
que envolvem donos de carros como esse.
No motor, porém, o 750 iL não recebeu qualquer tratamento anabolizante,
apesar de todo este aparato defensivo bélico engordar o carro em uma tonelada - o peso
total passa para pouco mais de três toneladas. Ainda assim, o 12 cilindros em V com 326
cv de potência é capaz de levar o modelo a mais de 200 km/h. A única diferença é
que toda a parte elétrica e eletrônica foi deslocada para a lateral traseira, para
ficar sob a chapa de aço balístico. Segundo os técnicos da BMW, alvejar a centralina
ou os componentes elétricos seria a única coisa capaz de imobilizar o carro. |
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Muito
mais que lançamentos, os carros-conceito foram o grande atrativo do Salão de Turim,
realizado entre os últimos dias 10 e 18 de junho na Itália. Modelos extravagantes,
curiosos ou esportivíssimos saltaram aos olhos do público, principalmente por serem
os designers italianos reconhecidos como os mais inspirados do planeta. No evento deste
ano, um dos modelos de maior destaque foi o Fioravanti F100 roadster. Trata-se de um
conversível de dois lugares com forte apelo esportivo que, não por acaso, remete às
máquinas feitas pela conterrânea Ferrari.
O F100 roadster é, na verdade, a versão conversível do F100, modelo
cupê apresentado pela Fioravanti no Salão de Turim de 1998. Como a versão “fechada”,
o roadster é assumidamente inspirado nos modelos feitos em Maranello. O estúdio
Fioravanti, inclusive, diz que o conversível foi feito para “celebrar” os 100 anos
do nascimento de Enzo Ferrari, fundador da marca do “cavallino rampante”. O modelo
honra a proposta: tem design ímpar, cor vibrante e motorização forte. Se fosse
produzido em série, certamente seria tão exclusivo quanto os carros da marca que o
inspirou.
O design do F100 roadster o habilitaria a fazer parte de qualquer filme de
ficção científica. O carro é baixo, esguio e comprido. Na frente, o capô é
grande, em delicada cunha e ostenta inusitados conjuntos óticos verticais de forma
triangular com lâmpadas divididas em seções bem evidentes. Na parte inferior, o
spoiler compõe uma peça única com o capô e abriga uma finíssima entrada de ar
cortada por uma lâmina horizontal e cinco verticais. O modelo chega a lembrar o
conceito Ferrari Rossa, também exibido em Turim.
De perfil, o F100 roadster não pode ser confundido com nenhum outro
esportivo. Sua personalidade única está presente nas linhas aerodinâmicas, a
começar pela fronte baixa com uma linha que prolonga-se pelo pára-brisa
acentuadamente inclinado. Depois do intervalo do cockpit, a linha imaginária prossegue
por sobre as cabeças dos ocupantes e passa a descer suavemente pelo capô traseiro
para terminar na traseira de corte abrupto, porém arredondado. As lanternas estão
dispostas em pares redondos, nas extremidades.
Um detalhe que chama a atenção no F100 roadster é a carroceria limpa,
sem cantos vivos, mas cheia de “cortes”: dois na altura dos pára-lamas traseiros
que fazem as vezes de entradas de ar auxiliares, e outros dois em cada lateral, que se
cruzam pouco antes das rodas traseiras e formam, na área entre eles, uma depressão
acentuada nas laterais.
O propulsor do carro, por sinal, é instalado em posição central, logo
atrás do habitáculo. Como não poderia deixar de ser, tem características graúdas:
são 10 cilindros em V com 5.0 litros de capacidade volumétrica. Esta unidade gera
perturbadores 400 cv de potência máxima e 35 kgfm de torque máximo e permite ao
modelinho uma velocidade máxima superior aos 300 km/h. Toda essa força é gerenciada
por um câmbio manual de seis velocidades com acionamento através de botões
instalados no volante - exatamente como o sistema usado pela Ferrari em seus bólidos.
O perfil futurista do F100 roadster ainda está presente na ausência de
espelhos externos - a retrovisão é proporcionada por duas microcâmaras instaladas na
traseira do veículo. O painel tem apenas velocímetro e conta-giros. Outras
informações, como temperatura, nível de combustível, etc, são fornecidas por
mostradores digitais situados no esguio console que se estende de um lado a outro do
carro.
A Fioravanti se sentiu literalmente em casa durante o Salão de Turim. É
que a sede do estúdio fica na cidade de Moncalieri, nos arredores da cidade-sede do
salão. A empresa é relativamente nova: nasceu em 1987 como estúdio de arquitetura
para trabalhar no mercado japonês. Depois de projetar residências e clubes de golfe
em Tóquio, operou no centro de design da Fiat entre 1988 e 1991. Até 1993 trabalhou
exclusivamente para marcas como Lancia, Alfa Romeo e a própria Ferrari. Depois disso,
resolveu diversificar as atividades. A criação da divisão Fioravanti SLR, dedicada
ao estudo e desenvolvimento de conceitos estéticos e que deu à luz o projeto F100, é
uma delas.
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