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Os países participantes da Conferência Mundial sobre Mudança Climática, em Haia, na Holanda, fracassaram na tentativa de fechar um acordo que permitisse a ratificação do protocolo de Kyoto, documento que estabelece metas para reduções das emissões de gases poluentes que estão causando o aquecimento da Terra. Depois de atravessarem a madrugada de anteontem para ontem reunidos, os ministros dos países, divididos entre as posições européias e norte-americanas, abandonaram as negociações. Organizações não-governamentais criticaram o desfecho do encontro. ‘‘Nós culpamos os EUA, o Canadá, a Austrália e o Japão pelo fracasso destas negociações, por terem perdido a oportunidade de ratificar o protocolo de Kyoto’’, disse Jennifer Morgan, diretora da campanha sobre mudança climática do WWF (Fundo Mundial para a Natureza). Segundo as ONGs, a insistência do grupo Umbrella, liderado pelos EUA, de incluir os sumidouros de carbono no acordo impossibilitou um desfecho favorável na direção da ratificação do protocolo. Os sumidouros são florestas e campos agrícolas que, por meio da fotossíntese, retiram gás carbônico, o principal gás-estufa, da atmosfera, ajudando a amenizar o aquecimento da Terra. Os países do grupo Umbrella queriam ter créditos com as florestas e os campos agrícolas que poderiam ser descontados das metas de redução de emissão de gases acordadas em Kyoto. A União Européia era contra a idéia, argumentando que ela provocaria aumento das emissões, em vez das reduções previstas. Na sessão plenária final da conferência, os ministros dos países aprovaram uma proposta de que a conferência não fosse encerrada e que fosse retomada no final de maio do ano que vem, em Bonn, na Alemanha. |
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Oportunidade
Acompanhando os últimos acontecimentos nos noticiários da nossa região, observa-se que as oportunidades não são vistas igualmente por todos, principalmente na área industrial e comercial. Temos visto muitas lojas se fecharem, muitas fábricas que deixaram de fabricar, por vários motivos, e a propósito lembro-me de uma história, cujo o autor desconheço que consistia no seguinte:
Uma empresa queria ampliar sua fábrica de sapatos e resolveu investir em um certo país, enviando duas equipes para realizar pesquisa de campo, visando buscar elementos que justificasse o empreendimento. Tudo foi acertado e as equipes foram, sem que nem um soubesse da existência uma da outra. Passou os dias contados para o retorno das equipes acontecesse como uma grande festa de recepção no aeroporto com orquestra e tudo mais, pois daquele resultado dependia o futuro da fábrica de sapatos.
Resultado: o primeiro pesquisador apresentou seu relatório, o qual resume-se: Lá ninguém usa sapatos, o que leva a concluir que é desfavorável investir nesse país.
O segundo pesquisador apresentou seu relatório, cujo resumo é: Lá ninguém usa sapatos, o que leva a concluir que teremos a maior oportunidade de investir nesse país.
Toda vez que revejo esta história, me convenço que o entusiasmo gera entusiasmo e esse entusiasmo move as alavancas do progresso. Vejo também na figura dos dois pesquisadores o que está ocorrendo na nossa região com relação as redes de supermercados, enquanto umas ampliam seus negócios inaugurando modernas lojas, outras redes fecham suas portas. Bem longe de querer aqui dar um diagnóstico técnico, científico e ou econômico da situação atual de cada rede, ou da situação da nossa região. Refiro-me ao entusiasmo empreendedor das pessoas criadoras que chegam ao ponto que a crise seja uma oportunidade de investir.
José Gomes de Abreu
Americana |
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“Se no início não tiveres sucesso, tenta, e tenta mais uma vez”
William Edward Hickson
“O uso mais nobre da vida é empregá-la em alguma coisa que nos sobreviverá”
William James
“Visualize, ore, aja e seus desejos se tornarão realidade”
Charles Allen |
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ALONSO DE OLIVEIRA
De quanto petistas são precisos para se trocar uma lâmpada? De três, em princípio. Um para trocar e dois para girar a escada. Cada um patrulhará o outro, evitando que a escada gire para a direita. Sem perceber, contudo, que a lâmpada não será rosqueada. Não irá acender. E não iluminará. Sua finalidade se perderá no escuro. E quantos advogados são necessários para se trocar uma lâmpada? “- Hummmm... Deixe-me ver... Quanto você pode me pagar?” E de quantos virginianos são precisos? De três. Um para trocar a lâmpada e os demais para encontrar motivos pelos quais se queimou e os responsáveis por isso. Sofrem de delírio persecutório. Acham que todos lhes passarão uma rasteira. Tanto esperam que puxam-lhes mesmo o tapete... Isso sem considerar, lógico, sua vida útil. Da lâmpada, claro... E de arquitetos? De três também. Um para
trocar e de dois para segurar a escada. Antes, claro, de eles analisarem a estrutura jônica do teto. E de construtoras? Dê três também. Uma para trocar. E de duas outras para substituir a que desistir. E de palestinos? De três. Necessário, antes chegar-se a um acordo com os israelenses. Tudo permanecerá às escuras.
E de israelenses? Quantos são necessários? Três também. Antes, precisam também de um acordo com os palestinos. Tudo continuará sem solução. E violento? Infelizmente... E de engenheiros civis? De quantos são precisos? Não dá para saber. Serão necessárias planilhas... Muitas planilhas para calcular... E de pessedebistas? Quantos são necessários? Eles não trocam lâmpadas. Não dá... Estão sempre em cima do muro... E de médicos? Juntamente com seus consultórios luxuosos ou suas cooperativas médicas? Quantos são necessários? Médicos não trocam lâmpadas. Eles são que nem o mais nobre dos sentimentos. Nunca sabemos onde o colocamos e nunca está onde o imaginamos. E de secretários e assessores de governo? Eles também não trocam lâmpada. Ou não atendem ou estão sempre “em reunião”. Ou em São Paulo...
E de sagitarianos? “- Não dá para fazer coisa mais importante? Bolar uma roupa de causar inveja? Ou comprar aquele acessório que deixará a piscina mais não sei o quê? Ou comprar aquele programa inútil que dubla simultaneamente para o javanês o diálogo em português? Só para ter.”
E de piscianos? “- O quê? A lâmpada está queimada? Desde quando?” E de concerianos? Ao certo não se sabe de quantos. Somente quando. Depois que descobrirem seus grilos. E de dentistas? De três também. Antes será necessário radiografar a lâmpada e descobrir “onde está”. E de mecânicos de concessionárias autorizadas, então? Difícil saber também. “Veja bem doutor!” Sempre começam assim. É ferrada na certa...
E de leoninos? Também, teoricamente, de três. Só que eles não trocam lâmpadas. Não seguram e, muito menos, giram escadas. Tudo gira em torno deles. Os demais são coadjuvantes seus. E de servidores públicos? Do todos os níveis, matrizes e sexos, claro, incluídos entre eles os estatutários? Menos os secretários e assessores... Enganou-se quem pensou 20. Três também são necessários. Mas, antes é preciso saber o número do protocolo e se a taxa foi recolhida. É preciso localizar o processo e verificar se todos os órgãos competentes se manifestaram. Finalmente, se o serviço está autorizado. E de geminianos? De três também. Só que antes discutirão se não há invenção mais moderna para aquele simples ato de iluminar. Irão à biblioteca, investigarão livros e mais livros. E se perderão do motivo real que os levara até
lá. A lâmpada não será trocada. Mas, certamente, ficarão mais cultos. Conhecerão as teorias do Nobel de química ou de física. E saberão como ninguém complicar o jeito simples de fazer as coisas certas. E a lista segue longa. É só preciso de transpiração e de tempo para ampliá-la.
Alonso de Oliveira é funcionário público aposentado em Americana |
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CAMINHADA: mulheres do Haiti caminham com os baldes na cabeça voltandoà rotina durante eleição naquele país |
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